Opinião
Turismo prec�rio - Editorial
Prefeitos, secretários de Turismo, representantes de sindicatos e entidades de diferentes Estados e municípios discutiram (em Brasília) as necessidades específicas em suas regiões para a implementação de 87 pontos turísticos previamente selecionados. Essas demandas serão reunidas e organizadas em documento a ser levado aos integrantes da Frente Parlamentar do Turismo e aos deputados e senadores que discutem a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). As principais reivindicações tratam de investimentos em infra-estrutura, incluindo saneamento básico, capacitação profissional e educação ambiental. Os elaboradores do documento pretendem que suas orientações possam nortear parcerias com o Ministério do Turismo e outros, envolvendo a iniciativa privada e promovendo a definição de políticas públicas estaduais e municipais. Muita pretensão, talvez. Mas vale a pena tentar. Enquanto isso, nosso Estado, por falta de condições de pagamento e endividamento, aparece como o único no Nordeste não contemplado com os recursos liberados para a segunda etapa do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur 2), onde estariam contidas obras nas áreas de saneamento, urbanização e outras benfeitorias em vários municípios do Litoral Norte. Problemas como este não podem deixar de ser resolvidos com a urgência. Sem isso, não poderemos avançar em iniciativas voltadas para este setor que já é o segundo em arrecadação e oferta de emprego no Estado depois da cultura da cana-de-açúcar. Existe previsão de que, em todo mundo, congressos, convenções e feiras devem atrair 1,6 bilhão de pessoas nos próximos 15 anos. Boa parte delas poderá embarcar para o Brasil. Alagoas tem, em potencial, amplas condições de ser a opção de generosa fatia deste público visitante. Mas, neste caminho, isso ainda é sonho...