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Al�m das matas

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Representantes da rede de organizações não-governamentais (ONGs), resolveram marcar a Semana do Meio Ambiente, cuja data mundial transcorre hoje, entregando, ontem, à Câmara Federal, um documento com centenas de assinaturas pedindo a aprovação imediata do projeto de lei de preservação da mata atlântica. Conforme informamos há poucos dias, neste espaço, esse projeto é fundamental para evitar a destruição total do bioma, hoje reduzido a pouco mais de 7% de sua área original e ainda existente em 17 Estados brasileiros, entre os quais Alagoas. Pois, segundo informações divulgadas pela Agência Estado, um de seus maiores trunfos é criar benefícios fiscais para quem preservar a mata atlântica. Os legisladores com assento nas duas casas do Congresso Nacional devem agilizar a apreciação de outras matérias relacionadas ao meio ambiente, como as que podem servir como subsídio para que o País passe a ter, efetivamente, diretrizes nacionais para coleta, transporte, tratamento e destinação do lixo, seja ele domiciliar, de estabelecimentos de saúde, industrial, rural ou radioativo. É oportuno ressaltar que alguns Estados já estão à frente do governo federal com as providências nesse sentido. E o nosso aparece entre os dez, em todo o País, com os estudos mais avançados em relação ao problema, elaborados a partir de discussões promovidas pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) com outros órgãos governamentais e entidades da iniciativa privada. Em conseqüência dessa iniciativa, logo a Assembléia Legislativa estará apreciando o projeto de lei do governo para a implantação da Política Estadual de Resíduos Sólidos. Vai depender dos nossos deputados estaduais a promoção das discussões complementares para que passemos a ter uma legislação suficientemente eficaz para o enfrentamento de um dos nossos maiores e crescentes desafios: o destino do lixo. Segundo o próprio IMA, esta questão já se constitui um verdadeiro caos em todas as cidades do Estado. Se continuarmos assim por mais alguns anos, só teremos a lamentar o agravamento das dificuldades na economia, que depende bastante do turismo, e dos problemas no campo da saúde.

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