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Opinião

Energia e futuro - Editorial

Região indiscutivelmente rica e próspera, modelo do que se convencionou chamar Primeiro Mundo, a União Européia está preocupada com a energia e com o desperdício de eletricidade. Com muita razão, diga-se de passagem. Regiões que crescem, que se desenvol

Por | Edição do dia 24/10/2006 - Matéria atualizada em 24/10/2006 às 00h00

Região indiscutivelmente rica e próspera, modelo do que se convencionou chamar Primeiro Mundo, a União Européia está preocupada com a energia e com o desperdício de eletricidade. Com muita razão, diga-se de passagem. Regiões que crescem, que se desenvolvem, obviamente têm consumo crescente de eletricidade. A demanda ascendente se manifesta pelo aumento simultâneo dos consumos doméstico e industrial. Aqui no Brasil, há poucos anos passamos por um “apagão” e desde então ficou claro para todos a fragilidade de nossa atual capacidade de geração de energia. Na época a solução tapa-buraco foi a redução forçada do consumo, quando se sabia da necessidade urgente de se ampliar a produção de eletricidade. Na época, o governo FHC nada fez, em termos de futuro, e hoje, depois de todo um mandato de presidência, Lula roda na mesma voltagem. Continua apagada a lanterna para o futuro energético no Brasil. Mirando a União Européia, veremos que o conjunto de países (ricos e desenvolvidos) por ela representada tomaram a decisão de reduzir, em bloco, em 20% o consumo de energia elétrica com o objetivo de economizar 100 bilhões de euros (cerca de R$ 270 bilhões). O alvo preferencial das medidas de economia serão os eletrodomésticos e produtos eletroeletrônicos, que deverão cumprir requisitos mínimos e comprovar ter a eficiência adequada. Por aqui, nos contentamos com parcas indicações coladas nos eletrodomésticos e nenhum esforço real do poder público em estabelecer uma política racional de consumo doméstico de eletricidade. Notem que a União Européia, mesmo anunciando economia com seu aperto sobre o consumo doméstico, não propõe redução do consumo industrial - afinal querem continuar a crescer. Notem que seguimos sem política de energia e, sem isso, não teremos como crescer.

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