Opinião
Riqueza descuidada - Editorial
Segundo os estudiosos da União Européia, a farta disponibilidade de recursos energéticos possibilitará ao Brasil desempenhar um ?papel-chave?, até 2025, no cenário global. Constatação óbvia - pena que as autoridades brasileiras descreiam dessa hipótese. Descrendo ou desdenhando desta perspectiva, os principais partidos e agrupamentos políticos que têm ocupado o poder no Brasil na última década relegaram essa fenomenal chance ao plano dos discursos ocos. Às falas dos poderosos de plantão não são seguidas por iniciativas expressivas, capazes de impulsionar (de fato) o Brasil neste caminho óbvio. Olhos atentos, mentes preocupadas com o futuro, os integrantes do Instituto de Estudos de Segurança da União Européia vêem o Brasil pelas lentes da razão, da ciência e vaticinaram: ?O país (Brasil) é o primeiro produtor mundial de etanol e se tornará um dos maiores exportadores desse biocombustível?, diz o estudo - que enxerga também nossa nação integrando um ?anel energético? interligando os campos de gás natural ?do Peru, Argentina, Chile e Uruguai?. Será que os estudiosos da União Européia estão levando em consideração a miopia dos líderes desses países? Pelo sim, pelo não, esse mesmo estudo adianta que a ?América Latina deverá observar uma maior competição por seus recursos energéticos, procurados principalmente por EUA e China?. Verdade histórica. Quem não cuida do que é seu, sempre estará vulnerável às garras dos mais fortes. Melhor será cuidarmos do que é nosso, investirmos nas potencialidades evidentes de nosso País no campo da energia renovável, dos combustíveis de origem vegetal, sem se esquecer do gás natural, etc. Quando um estudo como este vêm à tona, é sinal que existe muito mais coisa debaixo do pano. Vamos cuidar do que é nosso...