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Opinião

14 anos

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| Dom Edvaldo G. Amaral * Querida, admirada, apreciada e apoiada por muitos, perseguida, injustiçada, marginalizada por alguns, a CASA DOM BOSCO completou, no fim-de-semana passado, seus catorze anos de serviço ao menino-de-rua de Maceió. É o gesto de amor dos cristãos alagoanos para com a criança que não conheceu o amor de uma mãe, da criança que faz da RUA seu lar, sua escola, seu divertimento, sua sobrevivência. Naquele inesquecível 19 de novembro de 1992, comemorava-se o primeiro aniversário do maior acontecimento eclesial de Alagoas, a Visita Pastoral do querido João Paulo II. A Igreja de Maceió, criando a Fundação João Paulo II, quis concretizar numa obra de redenção social de urgência indiscutível a perene lembrança do grande evento. A Fundação João Paulo II de Maceió destina-se à recuperação moral e cívica da juventude. Mantém a Casa Dom Bosco e o Cursinho Dom Bosco para jovens carentes pré-universitários. O programa da celebração do 14º aniversário constou de um jantar oferecido aos benfeitores (claro que custeado e preparado por eles mesmos...) e três dias de show de evangelização, apresentado pelo cantor e excelente evangelizador Ricardo Sá, da Canção Nova, encerrados pela Santa Missa que tive a alegria de presidir. Foi uma oportunidade para expressar nossa gratidão pelo grande bem que nesses anos, muitos, de várias paróquias da Arquidiocese, vêm fazendo em favor dos meninos da Casa Dom Bosco. Os Meios de Comunicação Social, notadamente a Organização Arnon de Melo, através de sua televisão, rádios e jornais, juntamente com a Rádio Milênio, têm prestado apoio decisivo e indispensável para divulgação dos eventos e realizações da Casa Dom Bosco. São hoje 618 os jovens, do conhecimento da Casa, que se integraram como honestos cidadãos, fruto da educação cristã e humanitária recebida na Casa, que se propõe com ?a razão, a religião e o carinho? dar à sociedade e à Igreja honestos cidadãos e bons cristãos. Estamos passando graves e penosas dificuldades no campo do reconhecimento jurídico de nosso trabalho. Pedimos que as autoridades judiciais de nossa terra, que se preocupam como nós pela recuperação e dos meninos-de-rua, nos ajudem e reconheçam nossos esforços para o bem da criança e do adolescente alagoanos, sem interesses materiais ou de prestígio político. Queremos unir nossos esforços aos outros (que também padecem dificuldades), de diferentes tradições cristãs e religiosas. Que Deus abençoe a Casa Dom Bosco, todos que a ajudam e todos que com ela se alinham neste trabalho tão maravilhoso e tão digno do apoio, incentivo e ajuda das autoridades de nossa terra! (*) É arcebispo emérito de Maceió.

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