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Opinião

Sistema doente - Editorial

Retornam as denúncias acerca da insuficiência de vagas nas maternidades públicas em Maceió e sobre a redução das internações nos principais hospitais da capital para a clientela do Sistema Único de Saúde (SUS), em 40%. São desafios que deveriam estar ven

Por | Edição do dia 28/10/2006 - Matéria atualizada em 28/10/2006 às 00h00

Retornam as denúncias acerca da insuficiência de vagas nas maternidades públicas em Maceió e sobre a redução das internações nos principais hospitais da capital para a clientela do Sistema Único de Saúde (SUS), em 40%. São desafios que deveriam estar vencidos há bastante tempo. Mas seguem a castigar a população, graças ao desinteresse político em resolver tais problemas. Segundo informações da mídia nacional, dos 7.543 hospitais do País, apenas 36,4% são públicos. 63,6% são instituições privadas. Bastariam dados como este para os governos (federal e estaduais) fizessem direcionar o melhor das suas atenções para a saúde do povo. Principalmente das camadas mais carentes da população que não dispõem, por falta de dinheiro, até para o feijão e a farinha e só podem conseguir atendimento médico pela via do SUS. São graves e crescentes problemas nesta área. Multidões de usuários amanhecem - diariamente, em todo Brasil - nas intermináveis filas e mesmo assim demoram muito tempo (até meses) para receberem o atendimento que lhes é garantido (teoricamente) pela Constituição. É justamente aí que começa uma série de situações já do amplo conhecimento da opinião pública e nas quais os prestadores de serviços hospitalares e ambulatoriais filantrópicos e da iniciativa privada que atendem pelo SUS aparecem envolvidos. Como se já não fossem muitos e complicados os casos à espera de soluções urgentes e definitivas (sempre postergadas pelas autoridades), surge a notícia da constatação, pelo próprio governo, de práticas racistas neste segmento. Só faltava essa, além de todo sofrimento, acrescenta-se o opróbio do racismo! Segundo o denunciado pela mídia, isso estaria sendo detectado dentro das repartições da rede pública de saúde. Sinceramente, é hora de se dar um basta a tanta indignidade.

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