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Pl�sticos: por que ter medo da China?

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| Aparecido de Faria * No mundo de hoje, é impossível viver sem ter contato diário com produtos plásticos em suas mais diversas formas. São 8,5 mil empresas brasileiras, das quais cerca de 450 estão na região do Grande ABC, transformando resinas em produtos plásticos e gerando, no país, aproximadamente 258,3 mil postos diretos de trabalho. Em 2005, o faturamento das indústrias transformadoras de plástico foi de US$ 15 bilhões ? cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) ? o crescimento nos últimos três anos foi de 15,62% em 2003, 40,95% em 2004 e 21,07% em 2005, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). As principais características dessas indústrias são a heterogeneidade de micro, pequenas e médias empresas, que atendem a quase todas as demais cadeias produtivas do setor de transformação (principalmente os setores de embalagens, construção civil, autopeças, automotivo, eletroeletrônico, fármaco e cosmético); mão-de-obra intensiva, com uma média de 28 empregados por empresa e localização em regiões de maior concentração industrial. Como exemplo, no Estado de São Paulo, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, estão 46,9% do total de empresas, sendo que boa parte dos sócios proprietários provêm do mercado de trabalho, ou seja, já atuaram como empregados em outras empresas. Entre as principais dificuldades do setor plástico podemos citar a falta de recursos para investimento e ampliação dos negócios; as dificuldades em repassar custos de produção, pois o setor transformador está prensado pelo oligopólio da indústria petroquímica (segunda geração da cadeia, responsável por fornecer matéria-prima) e pelas indústrias compradoras, como a indústria automobilística. Há ainda escassez de recursos para capacitação de mão-de-obra, principalmente na formação de lideranças; problemas para administrar os negócios e, finalmente, concorrência do mercado internacional, com destaque para a China, que é o maior mercado do mundo e está na mira de todos os países exportadores. A verdade é que não adianta os empresários brasileiros de transformados plásticos reagirem de forma negativa às empresas chinesas e continuarem produzindo de forma anti-competitiva. É preciso agregar valor à produção, saindo do chamado ?efeito sanduíche?, e trabalhar de forma cooperada, trocando experiências e conhecimento. É isso o que está acontecendo com a China. (*) É economista e administrador formado pela Universidade de Uppsala (Suécia).

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