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Opinião

Saudades na f�

| Dom José Carlos Melo, CM * Na próxima quinta-feira, dia 02 de novembro, celebraremos o Dia dos Fiéis Defuntos. É um dia carregado de emoções variadas para todos nós, não importam as condições de cada um e depende dos laços que a eles nos ligam. Esta co

Por | Edição do dia 29/10/2006 - Matéria atualizada em 29/10/2006 às 00h00

| Dom José Carlos Melo, CM * Na próxima quinta-feira, dia 02 de novembro, celebraremos o Dia dos Fiéis Defuntos. É um dia carregado de emoções variadas para todos nós, não importam as condições de cada um e depende dos laços que a eles nos ligam. Esta comemoração nos evoca a lembrança saudosa de nossos familiares e amigos que partiram desta vida. É a realidade da morte, da qual ninguém pode fugir.”. Na celebração dos mortos, alguns cantos de nossa liturgia retratam na sua simplicidade, com boa inspiração musical e precisão teológica, o que a fé cristã afirma e ensina sobre o sentido da vida e da morte. Limitando-nos a repetir: “A vida, para quem acredita, não é passageira ilusão,/ E a morte se torna bendita,/ porque é nossa libertação”. E o refrão completa: Nós cremos na vida eterna/ e na feliz ressurreição. / Quando de volta à casa paterna/ com o Pai os filhos se encontrarão. Em seguida, prossegue com estas palavras: “No céu não haverá tristeza/ doença nem sombra de dor/ E o prêmio da fé é a certeza/ de viver feliz com o Senhor”. Esta comemoração teve início no mosteiro beneditino de Cluny com seu Abade Santo Odilon. Sua ampla difusão deve-se aos numerosos mosteiros ligados a Cluny e ao estilo do Papa Bento XV que, em 1915, estendeu a toda Igreja o privilégio das três missas no dia 02 de novembro, pedindo em sufrágio das vítimas da 1ª Guerra Mundial, que eram muitas. Para nós que ficamos, resta-nos um “Sentimento de saudades”, que são recordações gratificantes ao nosso coração num esforço de fazer o tempo retroceder e de reviver as alegrias a as consolações que o vento impetuosamente tirou de nossas mãos. Trata-se de lembranças suscitadas pela gratidão e pessoas queridas naquilo que elas mais significam para nós. Às vezes, são lembranças com sombras de tristeza, acompanhadas de arrependimento ou talvez com o sabor amargo de algum remorso. Nossos sentimentos nos levam a uma atitude de fé na Ressurreição, porque é diante da morte que o homem revive a mistério profundo da fé. Só poderemos reviver o mistério da morte por uma atitude de oração. Primeiro, oração de ação de graças, agradecendo a Deus o que eles foram e são para nós e por todo o bem que eles fizeram, em recompensa de sua fé. Também oração de súplica e de intercessão em favor deles, pedindo ao Senhor que na sua misericórdia lhes conceda o perdão de suas fraquezas e os faça participar da plenitude da vida. (*) É Arcebispo Metropolitano de Maceió.

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