Opinião
Hora de recome�ar - Editorial
Findo o processo eleitoral brasileiro de 2006, é momento de todas as forças políticas lançarem-se num esforço comum de apostar no crescimento do País. Mais desafios estão colocados à frente do presidente Lula que quando de sua primeira eleição. Naqueles dias, tudo era entusiasmo com o novo. Hoje, não há novidade no ar, nem nada que empolgue o povo. Não é o caso de prometer nenhum espetáculo. É o caso do governo crescer em iniciativas políticas (transparentes), em reduzir (muito) a arrogância petista. O resultado da eleição não absolve Lula, nem o PT e seus aliados em nenhuma das falcatruas denunciadas ? pelo contrário: agora as respostas têm de ser dadas. Sem os oportunismos eleitoreiros, os culpados têm de ser punidos. O resultado da eleição aplaude a eficiente atuação do PSDB e PFL como oposição, pois nos oito anos de FHC, nenhuma das falcatruas (as mesmas que vieram à luz no governo Lula) foi devidamente abordada e a oposição (capitaneada então pelo PT) mostrou-se incapaz de fazer instalar uma única CPI que fosse para apurar o surgimento do mensalão (quando da aprovação da emenda da reeleição de FHC), ninguém descobriu o Marco Valério operando para os tucanos mineiros e nada se soube dos sanguessugas da Planam (na gestão Zé Serra & Bajas Negri no Ministério da Saúde). Hoje se sabe algo, graças a nova oposição. Cabe ao novo governo, antes mesmo de começar, tomar à dianteira e ir-se anunciando como gestão inovadora. Afinal, o presidente garantiu que muito aprendeu nesses quatro anos e não deveria repetir erros. Cabe ao presidente reeleito a missão de recuperar sua própria biografia e isso exigirá lhe toda uma nova postura, um novo leque de alianças e um programa produtivo de governo. Para o bem do País, que os próximos quatro anos sejam marcados pela retomada do desenvolvimento e pelo combate à corrupção.