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Carta aberta a empres�rios e � sociedade

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| Wilton Malta * Prestes a ser aprovada no Senado, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, também conhecido como Supersimples, traz consigo a discussão a respeito do fim da contribuição ao sistema S, formado por entidades como o Sesc e o Senac. É bom deixar claro que essas entidades têm um papel importantíssimo no desenvolvimento social dos trabalhadores brasileiros. Sesc e Senac para os trabalhadores do comércio, Sesi e Senai para os trabalhadores da indústria, Sebrae para o crescimento e fortalecimento das micro e pequenas empresas do País. É evidente que o Estatuto é uma vitória para micro e pequenas empresas, impedidas de crescer, sobretudo em virtude de uma excessiva carga tributária, mas não é determinando o fim dessa contribuição que vai garantir vida longa a essas empresas. Os recursos que mantém essas entidades são obtidos a partir de um percentual recolhido sobre a folha de pagamento de todas as empresas que atuam no mercado formal. É a mais perfeita tradução de responsabilidade social do empresariado de que se tem notícia. Através desses recursos, milhares de pessoas são capacitadas para ingressar no mercado de trabalho, outros milhares recebem educação de qualidade ou têm acesso a atendimento médico e odontológico a que jamais teriam acesso. Outros milhares têm imprescindíveis horas de lazer, prestigiando espetáculos artísticos em música, teatro, etc. E outras milhares de instituições sociais recebem alimentos ? através do Mesa Brasil Sesc, com doações de empresários ? que chegam a mesa de crianças, adolescentes, idosos e portadores de necessidades especiais. Acreditar que o trabalhador brasileiro e a sociedade em geral não serão penalizados pela ausência das ações desenvolvidas por entidades como o Sesc e o Senac é menosprezar um trabalho realizado há 60 anos, que se aprimora cada vez mais. É, sim, vislumbrar o mundo com visão terceiromundista, acreditando que tudo deve ser feito pelo governo, que em se tratando do Brasil não faz nem metade do que deveria. Sesc, Senac, Sesi, Senai, Sebrae, Senar e outras entidades do Sistema S são resultado da força da iniciativa privada, seja no comércio, na indústria ou na agricultura/pecuária. Prejudicar esse trabalho é como retroceder em mais de seis décadas, quando o Brasil planejava avanços na área social, mas não sabia como. (*) É empresário, presidente do Sindilojas Arapiraca e do Sistema Fecomércio/Sesc-Senac em Alagoas.

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