Opinião
Destemor e decis�o - Editorial
Discursando no Senado Federal, em 1970, o ex-governador Arnon de Mello disse: ?Não pode haver democracia sem desenvolvimento?. E mais: ?Para construirmos uma sociedade de bem-estar temos de lutar contra a miséria, filha dileta do atraso, do subdesenvolvimento, e material combustível para o desespero e o caos. Divide-se e distribui-se riqueza, bens de produção, e não miséria ou fome?. Quando governou sua terra natal, depois cerca de 20 anos dedicados a seus estudos, ao jornalismo, à advocacia e as suas primeiras empresas, ele mostrou como é possível construir, sem indisposição, nem medo, uma administração bem-sucedida e totalmente voltada para as reais necessidades e sonhos de toda uma população. As realizações do governo Arnon de Mello (1951-1956) serão relembradas em vários eventos durante esta semana, marcando o 95° aniversário do seu nascimento. Em 1950, Alagoas contava com 1.120.000 habitantes. Ocupava o penúltimo lugar nas estatísticas em relação à educação, com 77,9% de analfabetos, à frente apenas do Piauí, com 78,4%. Apresentava os piores índices na área de saúde. Até o Poder Judiciário estava sem funcionar por falta de segurança. No período governamental de Arnon de Mello a realidade caótica logo deixou de existir, até porque soube escolher uma equipe de auxiliares ? poucos, mas do melhor nível para ajudá-lo a colocar Alagoas a ingressar na chamada era do desenvolvimento. Outros governantes também têm suas realizações neste rumo. Porém, neste começo do século 21 Alagoas é um dos Estados no País mais afetados por problemas estruturais, como as lastimáveis condições das delegacias e outras repartições da área de segurança pública, das unidades educacionais e de outros órgãos públicos. Problemas graves que precisam ser enfrentados e debelados sem demora, e sem temor, como no período 1951-1956.