Opinião
Nos trilhos certos - Editorial
Enfim, a lógica parece retornar aos trilhos da razão. Está sendo anunciada a reativação do ramal ferroviário até Jaraguá. Ilógica e irracional foi a desativação do trecho de estrada de ferro ligando a estação central de Maceió até o Porto de Jaraguá. Como entender um porto sem ramal ferroviário? Talvez sejamos exemplo único no mundo. Mesmo entendendo-se a crise do setor neste momento (dificultando por um bom tempo o transporte de carga até o cais), é evidente ser a opção de transporte ferroviário uma das mais econômicas em todo o mundo, em todos os tempos. Guardar nas garagens os velhos trens, até as coisas melhorarem, tudo bem. Tem sua lógica. Mas eliminar, abandonar? Francamente, não dá para entender. Como não pôde ser dada explicação convincente, baixou um silêncio sofrido desde a desativação do velho ramal e a população foi sendo acostumada com o abandono dos trilhos em Jaraguá. Mas, não sem motivo, pois muitas outras coisas foram sendo abandonadas em Jaraguá. Além do caminho de ferro, desencaminharam-se também os projetos de revitalização do histórico bairro. Faliram todos empreendimentos que investiram na idéia de novas oportunidades de negócios vinculados à badalada Revitalização de Jaraguá. Virou regra o desplanejamento e o desperdício de oportunidades. Nesse cenário, ficou até compreensível o inexplicável sucateamento do ramal ferroviário. Em boa hora, a prefeitura de Maceió e a CBTU comunicam a celebração de um acordo para devolver a vida àquele trecho de ferrovia - um dos símbolos de Maceió e lembrança viva dos tempos de pujança econômica. Que a idéia vá adiante! Que a CPTU e a prefeitura de Maceió sejam capazes de vencer os obstáculos e restabelecer o movimento produtivo àquele histórico pedaço de ferrovia.