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Opinião

O diabo

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| Ivo Werneck * O Diabo existe. Com nome e sobrenome. Com endereço, mulher e filhos. É o George. E vocês o conhecem! Quem primeiro o apelidou, há anos atrás, personificando seu país, foram os árabes, os muçulmanos. Era o terrível ?Satã?. Nome dado àquele que mandou e manda assassinar milhares de pessoas em todo o mundo, inclusive mandatários de países então soberanos como é o caso do Iraque. Por motivos que só a cabeça doentia de um ?guerreiro? norte-americano pode encontrar ? desprezo por outros povos, discriminação racial, religiosa e cultural, imperialismo econômico, necessidade de usar material bélico produzido pelas indústrias americanas, e liberar o instinto de violência inato em seu povo. Recentemente, o George mudou de apelido. Em discurso do ?muy loco? Cel. Hugo Chaves, presidente da Venezuela, proferido na Assembléia das Nações Unidas, passou a ser chamado ?El Diablo?. Ele, (o diabo) não estava mais lá, mas o Cel. Chaves ainda pôde sentir o cheiro de enxofre no ar... Mas para os americanos, o diabo tem outro nome: Bin Laden. Franzino, de voz mansa, encurvado, este árabe de origem aristocrática fez os imperialistas consumirem toneladas de explosivos ao serem lançadas aos ares todas as tocas e malocas do Afeganistão. Foram mortos milhares de lagartos e escorpiões. Quanto ao Bin, continua bem vivo, armando suas próximas e malignas vinganças. A propósito, embora a nação vietnamita tenha infligido humilhante derrota aos EUA, até hoje a indústria cinematográfica ultranacionalista e judaica norte-americana tenta impor ao restante do mundo a idéia que ?eles? venceram a guerra! Os garotos grandes do norte precisam definitivamente entender que jamais, repetindo - Jamais o terrorismo nacionalista se extinguirá unilateralmente pela força, enquanto persistirem a vontade, o idealismo de determinados povos em busca do que entendem por causa justa. A política externa brasileira, como sempre, se coloca em cima do muro. Nem concorda, nem discorda. Se o Embaixador Oswaldo Aranha estivesse vivo, com certeza lamentaria o destino que seguiu o Estado de Israel. A ?Esparta? do oriente, que ele ajudou a nascer, massacra há décadas, copiando o estilo nazista, com o beneplácito dos EUA, a heróica nação palestina, sem limites de covardia. Enquanto isso... Condolessa Rice, a funcionária submissa do George Bush, continua desempenhando sua ridícula missão de ?garota de recados?. (*) É engenheiro eletricista e perito criminal.

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