Opinião
Velha li��o repetida - EDITORIAL
Dentre os problemas mais graves à espera do novo governador, se anuncia, como bastante complicada, a realidade da educação. Crescem as dificuldades nesta área, apesar da situação não se colocar com a gravidade de anos atrás, quando a crise atingiu marcas terríveis com escolas completamente sucateadas e meses de atrasos nos salários dos educadores e demais funcionários. Sintoma inequívoco de que as coisas estão se complicando é o fato de que 60% das escolas estaduais não conseguirão alcançar a carga horária mínima para este ano - ou seja, 2007 começará sem que 2006 tenha terminado em termos de educação. Herança penosa. Tempo não se recupera. O máximo que pode ser feito é um ajuste de calendários para minimizar os efeitos do irrecuperável. Os prejuízos decorrentes da perda do tempo podem e devem ser reduzidos, mas é necessário se ter consciência da gravidade do problema. Ao atrasar a formação de milhares de jovens, o Estado perde velocidade no esforço para se desenvolver, desperdiça dinheiro, tropeça na batalha da construção do futuro. Não é de hoje que problemas desse tipo vêm acontecendo. E as justificativas não convencem. As razões alegadas não explicam nem auxiliam na busca por soluções para este grave problema. Educar é fundamental - isso muita gente já disse, isto todos os candidatos juram compreender. Mas e a prática desta máxima? Se listarmos os problemas que - aqui e ali - impediram o funcionamento de escolas no sistema público de educação em Alagoas, construíremos uma peça tragicômica (de final infeliz e recorrente). Num caso faltaram carteiras quando milhares delas estariam estocadas, noutro não existiam professores, noutro os monitores convocados o foram de forma irregular, noutro... Em todos os casos, porém, apenas os estudantes e a sociedade foram os prejudicados.