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Perspectivas e conflitos

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| Mário Jucá * Temos perspectivas porque estamos com um olhar sempre variando de um ponto de fuga na linha do horizonte, onde vemos os caminhos que deveríamos percorrer. Nessas perspectivas estão misturadas as interpretações da realidade e alguns espaços de sonho, ou seja, do desejo de alcançar além das possibilidades, fora das expectativas. Estamos parados esperando os descansos de campanhas dos gestores da nação. Ficamos esperando que suas perspectivas sejam centradas além das necessidades da população, mas contemplem um pouco de seus desejos. Haverá espaço para continuísmos? Haverá retaliações? Como ficará nossa situação com o novo e com o velho? E o fantasma alegórico e desestimulante da reeleição? Melancólico. Manso em busca de mudanças e maior permanência? Ou, quem sabe com vontade de marcar a história com a vaidade dos propósitos? Esses e outros pensamentos que estão permeando a mente dos brasileiros, alagoanos deixam muitos com as mãos na cabeça. Será que o amanhã poderá ser melhor? Eis a raiz para os conflitos. O conflito surge quando há necessidades de decisão e mudanças das situações insustentáveis. Todas as situações de conflito são antagônicas e perturbam a ação ou a tomada de decisão por parte da pessoa ou de grupos. Trata-se de um fenômeno subjetivo, muitas vezes inconsciente ou de difícil percepção. As situações de conflito podem ser frutos da concorrência de respostas incertas, ou seja, um choque de motivos, ou informações desencontradas. Quão desesperador pode a perspectiva de mudança, pode ser. Uma centelha no barril de pólvora. O conflito não se ajusta, amplia-se se as expectativas são parcas e dissimuladas. Pactos. Acordos. Conchavos. Tudo ameaça. Sufocações e angústias sem quaisquer becos para fugir, ou descobrir outros caminhos ou atalhos. Perspectivas boas é a expectativa. Conflito quanto menos melhor. Assim, sentimos o povo. Lula lá e aqui Téo. Vamos esperar. Quatro anos. A vontade de assistir um choque com quebra da inércia e resgate do desenvolvimento, é a perspectiva, assim o conflito do ser sempre o último, poderia em quatro anos ser passado inconcebível e lastimável, jamais revivido. Não temos expectativas pelos secretários ou pelos nomes dos ministros, mas pela linha de trabalho que nortearão os comandos. Vive-se a esperança e o medo. Um místico de ontem e amanhã. Êta política danada arrasta pra decidir, depois um vácuo fica na cabeça de todos. O futuro na cabeça de poucos. Esperemos enfim. (*) É professor da Ufal.

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