Opinião
Chance de parceria - Editorial
São da maior importância para a retomada do crescimento de Alagoas as propostas elaboradas pelas entidades das classes produtoras locais e endereçadas ao governador eleito Teotônio Vilela Filho. Precisará o novo governo do apoio das entidades representativas para mudar o rumo das coisas neste Estado. Colocar Alagoas nos trilhos do crescimento e do desenvolvimento sustentável não será nada fácil. Serão necessárias firmeza, inovação e especialmente muita persistência, além de clareza nos objetivos a alcançar. Destacam as entidades a necessidade de ousadia e coragem do próximo governo especialmente para o enfrentamento de desafios como o crescimento da violência, dificuldades ligadas às questões do emprego e renda, problemas da carga tributária e dos juros, falta de incentivos e assistência técnica no campo, entre outros. Essas sugestões devem ser vistas com o maior interesse pelos eleitos, que delas devem fazer uso até como subsídios para ajustes práticos em seus planos e projetos de gestão. Alagoas perdeu muito espaço nos últimos anos. Carecemos de novos empreendimentos, de vontade para conquistar novas unidades fabris e demoramos em viabilizar projetos arrojados em áreas (obviamente) prioritátias como o turismo - ressalvadas neste campo as elogiáveis realizações governamentais do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares e do Centro de Convenções, mas cadê os investimentos privados para dar seqüência e conseqüência a essas obras basilares? Muito temos a fazer. Em primeiro lugar, Alagoas tem de construir relações inovadoras em termos de parceria entre o poder público e a iniciativa privada - esta é a maior das urgências para que nosso Estado saia do buraco. Assim, é muito alvissareira a entrega do documento, por parte dos empresários, ao novo governo. Que sigam juntos, para o bem de nosso Estado.