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Opinião

A insatisfa��o no trabalho

| Milton Hênio * Não existe nada melhor do que você viver feliz executando um trabalho que goste, em que se sinta realizado. Em qualquer profissão é absolutamente necessário que haja uma felicidade interior para que esse trabalho seja perfeito e seu orga

Por | Edição do dia 12/11/2006 - Matéria atualizada em 12/11/2006 às 00h00

| Milton Hênio * Não existe nada melhor do que você viver feliz executando um trabalho que goste, em que se sinta realizado. Em qualquer profissão é absolutamente necessário que haja uma felicidade interior para que esse trabalho seja perfeito e seu organismo trabalhe também em harmonia. A insatisfação no trabalho gera mau humor, elevação da pressão arterial, gastrites, insônia e muita coisa mais, porque vai permanentemente fazer com que o indivíduo viva em conflito consigo mesmo, inseguro, angustiado, não reconhecido muitas vezes, fazendo o que não gosta. Muita gente vive assim infelizmente. Vocês vejam bem recente o caso dos controladores de vôo: responsabilidade imensa com vidas humanas em suas mãos, trabalhando com uma remuneração insignificante durante horas, ficando exaustos. Vejam também os jovens médicos residentes de todo o Brasil entrarem em greve, porque estão insatisfeitos com a falta de condições na execução de suas tarefas de grande responsabilidade na arte de curar o ser humano. Se somos infelizes em nosso trabalho, é possível que essa infelicidade continue até após o nosso período de trabalho. Essa situação torna o indivíduo infeliz. Quando alguém insatisfeito chega em casa depois de um dia de trabalho, é muito difícil recuperar-se de sua insatisfação e então descarrega seus sentimentos de angústia na esposa, nos filhos, fumando, bebendo e comendo em excesso. Queixam-se continuamente de sintomas como fadiga crônica, enxaqueca, náuseas, dor no peito, e ansiedade freqüente. A natureza, isto inclui nossa natureza interna, não tem lugar para o que é estressante. Só promove saúde as coisas que contribuem para o bem-estar do organismo. Emerson, o grande escritor, costumava dizer: “as pessoas não envelhecem; quando insatisfeitas na vida, tornam-se velhas”. Antigamente a vida era calma. Hoje, a vida é apressada. Estamos em tempos de progresso, de corre-corre, de valores materiais predominando no mundo moderno. Então, qual o melhor caminho para as pessoas que estão inquietas pensando negativamente no amanhã? Pensar no presente. Esqueçam o amanhã. Vivam o momento presente com otimismo, procurando alegrar o cérebro com instantes agradáveis como uma boa caminhada, uma boa música, e pedindo a Deus pelo futuro. Há sempre um amanhecer após uma noite de escuro. Devemos transformar maus pensamentos em momentos de felicidade, oferecendo paz interior ao nosso cérebro. (*) É Médico.

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