Opinião
Revitalizando id�ias - Editorial
Afinal, qual o destino planejado para a favela de Jaraguá? E quantos assentados naquele lugar são verdadeiramente pescadores? E o que se planeja para o bairro? São perguntas recorrentes há anos e que seguem sem respostas. Entra prefeito, sai prefeito e até ministro visita aquele sofrido lugar ? mas nada muda. A bem da verdade, parece ter naufragado de vez a nau inacabada da chamada ?revitalização? daquele bairro histórico. Ressalte-se o esforço e a dedicação dos funcionários da Prefeitura, com arquitetos e urbanistas em seu vanguarda, trabalhando em planos, metas, definição de critérios, conceitos, etc. Do ponto de vista desses profissionais, a revitalização foi pensada, escrita, detalhada. Mas o que se cobra é o dia seguinte a este trabalho técnico ? o momento da decisão política, onde o planejado passa a se tentar construir como coisa concreta. E aí é que está o nó. Não se trata de criticar uma ou outra administração, mas identificar interrupções, indefinições e sobreposições que tem dado no mesmo ponto: o imobilismo. Graças a isso, nada de novo acontece em relação à favela dos ?pescadores?. Graças a isso, não se fala mais na marina de Jaraguá, baixa o silêncio mais fundo sobre a revitalização do bairro... Para se inovar neste campo, seria o caso de dar-se voz aos técnicos da própria Prefeitura ao mesmo tempo em que alcaide da capital, governador do Estado e governo federal poderiam se unir para enfrentar os problemas dessa área essencial para Maceió e Alagoas. E nessa área, a favela é apenas mais um problema dentre os muitos que reclamam soluções. Nesta hora de mudanças de equipes de governo (estadual e federal) é uma ótima ocasião para, deixando de lado ciúmes e outras pequenezas politiqueiras, trazendo-se novamente ao primeiro plano político a (verdadeira) revitalização de Jaraguá.