Opinião
A faculdade de medicina e a pesquisa
| José Medeiros * Na semana que passou tive duas alegrias relacionadas ao lançamento de novos livros, cujo autores são companheiros médicos. O primeiro, intitulado Faculdade de Medicina de Alagoas: Histórias de luta e esperança, de autoria da professora Ângela Canuto e, três dias depois, o segundo: a obra Metodologia da pesquisa em saúde, que traz a assinatura do professor Mario Jucá. Se bem diferentes, na essência, são duas obras de importância para a vida universitária. O livro de Ângela Canuto conta a trajetória do ensino médico em Alagoas, destacando o precioso papel que teve a criação da Faculdade de Medicina, em nosso meio social. Por sua vez, o trabalho científico de Mário Jucá, aborda os degraus indispensáveis à construção de projetos de pesquisa e investigação científica. Em 1950, ao ser criada a Faculdade de Medicina de Alagoas, somente existia em atividade a tradicional Faculdade de Direito, fundada em 1931. A escola médica abriu perspectivas para formação profissional de gerações de médicos, que a ela tudo devem, pois, a maioria dos alunos não teria condições de estudar em outros Estados. Os professores e mestres eméritos: Ib Gatto Falcão, Sebastião da Hora, Aristóteles Simões, Abelardo Duarte, José Lajes Filho, e um punhado de outros heróis dessa batalha vitoriosa, legaram ao Estado de Alagoas uma escola do melhor porte. A médica e escritora Ângela Canuto, mestra e professora da Ufal, é autora do Pequeno Dicionário de Gastroenterologia. No campo literário, publicou a obra: Machado de Assis ? Memórias de um frasista. Seus escritos têm a originalidade, a simplicidade e a graça de quem sabe escrever, com concisão, transmudando pensamentos em palavras. O médico e professor Mário Jorge Jucá é pós-graduado no Brasil e no exterior. Tem publicações científicas reconhecidas no campo da ciência de Hipócrates e incursões nos gêneros da crônica e da poesia. Em seus trabalhos literários demonstra possuir esse algo mais, que faz com que o leitor descubra o prazer estético da interpretação das palavras. ?A palavra escrita é o corpo, a palavra falada é a alma?, assim diz a Bíblia. O autor se afirma por conhecer bem a anatomia e a estrutura vocabular, a fisiologia e o poder de visualização das percepções dos conteúdos. Cumprimento esses ilustres médicos e escritores por essas valiosas contribuições literárias e científicas. (*) É médico e ex-Secretário de Educação e de Saúde.