Opinião
Novo quadro, nova vida
| Josan Pereira-Barros * Todos nós pensamos o tempo todo em melhorar de vida e uma forma de melhorarmos nossa vida é termos representantes compromissados com as melhorias de nossas políticas públicas. Para isso é imprescindível sermos, mesmo que um pouco, idealistas democráticos. Devemos ser defensores da alternância de poder, por exemplo, pois ela é uma das bases de qualquer democracia. Por melhor que seja o administrador público ele jamais representará todas as idéias, de todos os seus eleitores e menos ainda de seus opositores. Mudar pessoas já é alternar o poder. As alternâncias de poder geram novas idéias, novas visões. Ela é por si só o procedimento e a ação de mudança. Mesmo que as pessoas eleitas representem os mesmos ideais, as mesmas bandeiras de luta e mesmo que divulguem que representam as mesmas idéias, jamais será a mesma forma de administrar. Apesar de óbvio, esquecemos algumas vezes, que não existem pessoas iguais e que suas ações e seus discursos podem ter origens e objetivos diferentes, alguns discursos nem são preparados por seu orador. Mas então se o discurso não é base segura para nossa decisão, como conhecer as idéias dos candidatos, como saber o que está por trás do discurso, como e quando podemos acreditar em suas promessas? Como disse o filósofo Grego Aristóteles ?Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência (ou competência), então, não é um modo de agir, mas um hábito?, neste caso temos um caminho a seguir. Vamos entender um pouco da vida do candidato e ver o que ele fez repetidamente. É preciso ver e sentir a sutileza da palavra entender. É importante sabermos o que foi feito pelo propenso, onde o candidato passou, que cargos ocupou, que cursos fez, que experiências tem, quais são as pessoas ou grupos que estão ao seu lado, que idéias defendeu em sua vida, e ainda assim isso não basta, precisamos conhecer também o como. Como foi a participação do mesmo em cada uma destas passagens, como foi sua relação com as pessoas, respeitosa ou truculenta, como foi sua relação com o dinheiro, transparente e ética ou tumultuada e corrupta, como é seu processo de tomada de decisões, democrático ou arbitrário, como ele age em momentos de estresse, como fez valer suas idéias, como chegou a onde está. O como neste caso é muito mais importante que o que, pois denota quem ele é em sua essência. Para todas as escolhas que fazemos na vida estas perguntas devem ser respondidas e quando as fazemos antes de casar, antes de fazer uma sociedade, antes de contratar um funcionário, antes de chamarmos uma pessoa de amigo, temos mais chances de sucesso. Estas perguntas colocam lado a lado as nossas visões e a visão do outro, nossos objetivos e os objetivos do outro, nossos valores e os valores do outro. (*) É engenheiro civil.