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Novamente, a seca - Editorial

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Nada de novo no verão. Nem mesmo a seca, mais uma vez castigando quem vive em seu natural perímetro de ocorrência. Novamente, como em todos os períodos de ocorrência deste fenômeno natural, a seca castiga inapelavelmente muitos viventes, apesar do ancestral conhecimento de todos sobre as características do Sertão nordestino. Novamente, não houve um mínimo de preparação, de prevenção, para garantir melhores condições de sobrevivência durante o período seco. Novamente, há de se correr, de se lamentar, há de se clamar por ajuda. Como em todos os anos anteriores. Pelas contas da Defesa Civil, estão indefesas cerca de 80 mil pessoas. Penam também muitos milhares de viventes irracionais, integrantes dos sofridos rebanhos mantidos pelos sertanejos. Sofrem todos e os possuidores de voz bradam por socorro, clamam por carros-pipa e cestas básicas. Há de se atender tais reclamos, pois é-se impensável cruzar os braços frente ao sofrimento de tantos seres vivos, cuja imensa maioria está completamente inocente, não podendo ser responsabilizada por ter ficado ao alcance da intempérie (um fenômeno previsível). Devemos responsabilizar as autoridades como um todo, pois como se está enfrentando uma ocorrência absolutamente natural e sobejamente conhecida há séculos, não se justifica a pouca eficiência das medidas preventivas. Inevitável por ser parte integrante da realidade climática de uma região, a seca deve ser encarada da forma adequada, buscando-se antecipar medidas preventivas, apoiadas na experiência e na ciência. Cisternas, adutoras, carros-pipa... Tudo é válido e útil para o enfrentamento da estiagem e todas as opções devem ser preparadas antes da chegada do período seco, pois sabe-se que, mais cedo ou mais tarde, a seca marcará sua presença.

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