Opinião
Guerra total � aftosa - Editorial
Enfim, sinais de novidade no trato da questão da febre aftosa, ameaça que paira sobre o rebanho bovino em Alagoas, comprometendo negócios de grande importância. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária, Alagoas agora está sob intensa mobilização fiscalizadora e até as vaquejadas estão sob as mira dos fiscais. Certamente as medidas anunciadas não são ainda a panacéia para esse grave problema, mas é mais um ponto positivo no indispensável combate à febre aftosa. Nesse mundo de mercados globalizados, uma certeza positiva é a impossibilidade de se avançar sem oferecer garantias de qualidade (especialmente às relativas a saúde) dos produtos oferecidos. Mais ainda, em existindo suspeitas, por mais leves que sejam, sobre quaisquer produtos ? esses estrão inapelavelmente excluídos. Dentre as vantagens e desvantagens do mercado globalizado, esse rigor com a qualidade e para com a saúde é uma virtude de grande importância. Oxalá essas exigências sejam redobradas, pois graças a isso a saúde pública passa a ser valorizada globalmente. Alagoas vacilou, no passado recente, quanto à saúde de seu rebanho. E hoje paga um preço duro. E poderá perder valiosos nichos de mercado se não agir com dureza, eficiência e rapidez. Alagoas tem perdido tempo e desperdiçado oportunidades de novos negócios nessa área por conta do simples risco da aftosa. E muito se tem falado, e reclamado, sobre tais prejuízos. Segundo vozes mais críticas, tem faltado pulso, autoridade e iniciativa dos responsáveis pela saúde do rebanho bovino. Enfim, novas atitudes estão sendo anunciadas. Que sejam apoiadas, que resultados sejam cobrados. Que este esforço não se restrinja a parte do governo nem a segmentos do setor privado ? todos devem se engajar. E que sejam ajustadas metas a esse esforço, afinal, quando mesmo Alagoas estará livre da aftosa?