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A Mata Atl�ntica e a agroind�stria de Alagoas

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| Luciano Barbosa * Várias usinas de açúcar e álcool do Estado de Alagoas investem na recuperação e preservação dos remanescentes da Mata Atlântica e seus ecossistemas associados (lagoas, rios, mangues, brejos e restingas), inclusive no reflorestamento e na educação ambiental. Além de funcionar como reguladores do clima, diminuir a concentração dos gases que provocam o efeito estufa, abrigarem a flora e fauna nativa, nesses fragmentos de Mata Atlântica está a maioria dos afluentes e nascentes dos grandes rios de nossa região. E, uma das principais preocupações do segmento açucareiro é que com a destruição desses fragmentos do que restou da Floresta Atlântica, diminua a oferta de água para irrigação, pois vários rios perderiam total ou parcialmente seu volume. Considerando que nosso Estado é líder mundial na irrigação de canaviais, esses recursos hídricos são de vital importância. Outro prejuízo seria o aumento da temperatura média, o que poderia inviabilizar o desenvolvimento da maioria das variedades de cana-de-açúcar que são plantadas atualmente. Nos últimos cinco anos as usinas alagoanas produziram e plantaram em nosso Estado mais de três milhões de mudas nativas da Mata Atlântica, e têm desenvolvido vários projetos de educação ambiental visando sensibilizar as comunidades para a importância desses remanescentes. Projetos que estão dando certo e que estão sendo copiados por empresários de outros Estados brasileiros. Um processo liderado por empresários alagoanos protocolou no Ibama pedidos de registro de 23 RPPN?s (Reserva Particular do Patrimônio Natural), a maior do Brasil totalizando uma área de 8.000 hectares. Mas, apesar da importância da preservação desses remanescentes do que foi a Floresta Atlântica e seus ecossistemas associados para as comunidades que vivem ao redor desses locais, apesar das campanhas de sensibilização para sua preservação, essas comunidades ainda não despertaram para a importância do fato sendo necessário um amplo trabalho de educação ambiental para sensibilizá-las e torná-las parceiras nessa importante tarefa que é a preservação ambiental. (*) É engenheiro agrônomo e consultor ambiental.

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