Opinião
Esperan�as de novo - Editorial
Começa a ser notada no País uma primeira onda de otimismo, depois das eleições do mês passado, tendo como origem as recentes informações de fontes oficiais instaladas em Brasília sobre um certo ?pacote de bondades?. Novamente a esperança do brasileiro é transformada em espetáculo. No rol das boas desse tal pacote de bondades, a área fiscal estaria contemplada com a inclusão de incentivos para investimentos objetivando a criação das condições necessárias a fim de que o Brasil cresça pelo menos 5% ao ano. E já falam até na possibilidade de cortes de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões na tributação entre os resultados das decisões ora em fase avançada de estudo a cargo da equipe governamental. Segundo os últimos noticiários, algumas das propostas já estão definidas. Como a que trata de subsidiar 66% da operação de compra da casa própria para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos. Além de outras. O governo também pretende o empresariado das áreas que se utilizam muita mão-de-obra com o barateamento das respectivas folhas de pagamento. É bastante significativa a quantidade de motivos, que o governo dá, de novas e renovadas esperanças quanto ao futuro do País, antes do início das novas administrações federal e estaduais e da estréia dos novos parlamentares na Câmara e no Senado. Porém, falta esclarecer como estas e tantas outras idéias e intenções serão colocadas em prática, se não houver o devido rigor nos gastos feitos com os recursos públicos. O que parece cada vez mais difícil caso ocorram os reforços dos vencimentos e outras recompensas pecuniárias de integrantes dos setores tradicionalmente mais privilegiados dos poderes constituídos. Enfim, novamente é acesa a chama da esperança de uma política de crescimento. Oxalá não seja um brilho falso.