Opinião
Do outro lado do mundo
| Rubens Villar * O Japão, conhecido como a terra do sol nascente, tem uma superfície de 378 mil quilômetros quadrados, sete vezes maior do que o nosso Estado de Alagoas, mas 73% é formado por terras montanhosas. Por sua vez Tóquio, que tem a Ghinsa como artéria principal onde se desenvolve o comércio em lojas de departamento, galerias e shoppings de todos os tamanhos, é a capital de maior concentração urbana do mundo. Sua densidade populacional é extremamente alta, quase duas vezes maior do que da cidade de Nova York. Um dos problemas da densidade populacional é o alto valor dos terrenos. A cidade tem um dos maiores centros financeiros e econômicos do planeta, possuindo grandes empresas, a exemplo da Sony, Toshiba, Hitachi, Subaru, Honda, Toyota. A previsão dos analistas de mercado é que esta última, dentro de alguns anos, seja a maior montadora automobilística do mundo, superando as gigantes norte-americanas Ford e Chevrolet. O turismo se constitui numa poderosa fonte de rendas. Nos seus aeroportos pousam aeronaves com bandeiras de quase todas as empresas internacionais, com um imenso fluxo de turistas sequiosos por conhecer sua cultura, culinária, belezas incomuns e sua história milenar. O judô e o sumô são os esportes tradicionais, mas o futebol ocidental estar se tornando muito popular, principalmente por ter sediado, juntamente com a Coréia do Sul, a Copa do Mundo de 2002, ocasião em que nos tornamos penta-campeões graças à liderança e a disciplina do alaucho (alagoano com gaúcho) Luiz Felipe Scolari, o Filipão. Em Tóquio, a maioria das pessoas, usa vestimentas ocidentais, mas vi muitas senhoras com quimonos tradicionais, traje típico japonês. O teatro e a dança, principalmente o kabuki, são muito apreciadas pelo povo. A leitura é fartamente disseminada e nos informaram que mais de 200 instituições de ensino superior estão localizadas em torno da grande Tóquio, a exemplo da Universidade Metropolitana. Uma curiosidade é que ingleses e americanos depois dos chineses, coreanos e filipinos, são os maiores grupos de imigrantes residentes em Tóquio. Os eleitores da cidade elegem um governador para mandato de quatro anos de duração e as leis são discutidas e aprovadas por uma Assembléia Metropolitana. O transporte público é eficiente. Fomos de ônibus a cidade de Hakone, aos pés do famoso Monte Fuji, em três horas de duração, de volta, de trem bala, necessitamos de apenas alguns minutos. Quase tudo é rapidíssimo, naquele simpático país, no outro lado do mundo. (*) É ex-deputado, ex-senador e ex-governador de Roraima.