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Opinião

� beira do abismo - Editorial

Prevenir sempre é o melhor (e mais barato) remédio – esta máxima popular, infelizmente, sempre é relegada a planos inferiores. Este é o caso dos perigos descortinados, em Guaxuma, pela retirada de terra de uma barreira situada naquela área. São merecedo

Por | Edição do dia 30/11/2006 - Matéria atualizada em 30/11/2006 às 00h00

Prevenir sempre é o melhor (e mais barato) remédio – esta máxima popular, infelizmente, sempre é relegada a planos inferiores. Este é o caso dos perigos descortinados, em Guaxuma, pela retirada de terra de uma barreira situada naquela área. São merecedoras de toda atenção as falas dos moradores que se sentem ameaçados e do empresário que se sente prejudicado. Declarações contraditórias, a esgrimir reclamações óbvias de direitos usurpados. Mas quem tem razão nesta pendenga? Argumentam os moradores que a retirada da areia ameaça suas residências com o desabamento do solo onde foram construídas. Noutro lado, o empreendedor afirma tais casas serem invasões e de que, além do terreno lhe pertencer, iniciou o trabalho protegido por uma licença ambiental (que foi cassada em função do risco de desabamento). Têm suas razões os dois lados, afinal, um defende suas próprias vidas e seus lares; o outro lado defende seu direito de exercer uma atividade econômica que estava devidamente autorizada. Na verdade, em todo esse quadro conflituoso, o principal culpado é o poder público. Incapaz de cumprir seu papel ao impedir invasões de terras e inoperante em fiscalizar as ações que causem risco à natureza, vai-se empurrando com a barriga os problemas até ser alcançado níveis arriscados de perigo. Graças a inação do poder público, morros inteiros são “devorados” pelos caçadores de argila e areia (sem nenhum estudo de impacto ambiental), ao mesmo tempo em que centenas de habitações multiplicam-se anarquicamente pelas áreas de risco. Vez por outra, como neste caso, encontram-se as duas vertentes: uns construindo irregularmente às bordas do abismo, outros corroendo irresponsavelmente o meio ambiente. Nada de bom pode advir de um encontro desta natureza. Não seria melhor prevenir?

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