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Opinião

Ilustre com m�rito

| Gilberto de Macedo * “O verdadeiro mérito e como os rios: quanto mais profundo menos ruído faz.” – Halífax. Ilustre, pelo comportamento ético e brilhante no seio da comunidade. É a pessoa que se conduz guiada pelos valores da sociedade. Valores na con

Por | Edição do dia 30/11/2006 - Matéria atualizada em 30/11/2006 às 00h00

| Gilberto de Macedo * “O verdadeiro mérito e como os rios: quanto mais profundo menos ruído faz.” – Halífax. Ilustre, pelo comportamento ético e brilhante no seio da comunidade. É a pessoa que se conduz guiada pelos valores da sociedade. Valores na convivência privada e na esfera pública. Valores da maneira de ser, das relações pessoais, do desempenho das atividades no âmbito profissional, da posse de conhecimentos e do saber, pela simplicidade e pela fraternidade. Cidadania plena. Ilustre que engrandece a vida e a sociedade com seu exemplo no presente e na história. E que o bom exemplo é educativo, sobretudo para as novas gerações que, percebendo-os, tendem a adotá-los. O esquecimento do ilustre pela comunidade, além de ingratidão social, é forma de pouca inteligibilidade, porque despreza a imagem de um personagem, cuja recordação é benéfica para todos, enquanto participante do mesmo mundo cultural e humano. Homenagear a pessoa ilustre é, pois, do interesse da sociedade e das instituições às quais as mesmas pertencem e se dedicam. Há pouco tomamos conhecimento de que o futuro prédio do Tribunal de Justiça do Estado adotará o nome do desembargador Edgard Valente de Lima. Uma pessoa verdadeiramente ilustre. Viveu a existência com elevação. Membro de tradicional família deu à mesma dedicação e respeito totais. Contraindo núpcias com distinta jovem também de família prestigiada no seio da sociedade, deu continuidade à linhagem de qualidade. Sua característica pessoal era a respeitabilidade e a bondade. Foi sempre um membro à altura, atento ao que dizia Santayana, de que “a família é uma obra prima da natureza.” Foi, então, assim: ilustre membro de família, chefe de família, ilustre em todas as circunstâncias da vida doméstica e social, e na carreira profissional, onde chegou ao ponto culminante, sempre com disposição de servir à sociedade. Aí, nessa atividade, onde a idéia de justiça é fundamental, desempenhou-se como discípulo fiel de Voltaire, quando disse: “Servir só para si é não servir para nada.” De fato, numa profissão jurídica, sobretudo, pois não há Direito sem justiça. Esta, por esse princípio, realize-se através da identificação de realidade social, o que levou Samuel Butler a dizer que “... a justiça, embora a pintem cega, inclina-se para o lado mais fraco.” Assim, compreende a ética do Direito. Acresce a simplicidade com que o desembargador Edgard Valente de Lima desempenhava-se no exercício da magistratura, e na convivência em geral. (*) É médico.

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