Opinião
O equ�voco da gest�o de TI
| André Weinmann * Participei do planejamento estratégico do setor de TI ? Tecnologia da Informação ? de uma das secretarias municipais que teve como objetivo melhorar o funcionamento desta área que, nos tempos atuais, se tornou imprescindível à administração, seja ela pública ou privada. Iniciativas como essas vêm se proliferando pelos municípios brasileiros, afinal, não é difícil entender que toda ação depende de uma decisão que por sua vez depende de informação. Em outras prefeituras, seguindo a tendência das empresas privadas de observar os processos da organização (não de um setor/secretaria), têm se buscado soluções integradas e, na tentativa de padronizar e normatizar, unificaram a estrutura organizacional do setor de TI. Várias prefeituras, após observarem que o fluxo de seus processos se confunde com o de outros agentes ativos do município, empenharam-se na construção de parcerias no intuito de manter suas bases de dados qualificadas, por exemplo: com os cartórios na manutenção da informação referente ao proprietário do imóvel. O próprio governo federal vem unificando determinados procedimentos das três esferas. (observe os exemplos nas áreas de Saúde, Educação, Fazenda, Segurança...) O que percebo após examinar a prática das prefeituras é que (ainda) não se descobriu o caminho exato, a receita, e cada qual dentro de suas possibilidades faz o que está podendo. Em minha opinião, não podemos deixar de ter a parceria como diretriz, seja ela interna ou externa, pois quanto menor o foco do planejamento da informação maior será a dificuldade de mantê-la qualificada. Digo isso em função de a informação ser extremamente dinâmica, ou seja, constantemente novos dados são gerados e antigos são modificados (atenção a mutação que as nossas cidades sofrem diariamente e depois pense quais foram os agentes modificadores). Em outras palavras, teremos que nos responsabilizar em manter fidedigna, informações que são constantemente criadas e modificadas por agentes externos a parte que estamos focando, ou seja, necessitaremos despender recursos para efetuar tarefas já executadas por outros, é re-trabalho, é desperdício do erário! Acredito que o equívoco cometido pelo Brasil é o de teimar em observar os processos dentro das competências atuais, deveríamos sim é observar o fluxo natural da informação e aí sim definir as competências de cada ente ativo da sociedade. (*) É analista de Sistemas de Informação ([email protected]).