Opinião
Vidas em perigo - Editorial
Alagoas permanece entre os Estados brasileiros que precisam de maiores e mais urgentes investimentos em obras de infra-estrutura e atenções especiais para saúde e educação. Infelizmente, é fácil constatar a veracidade da afirmativa nas deploráveis condições de sobrevivência das comunidades mais carentes, cujos efeitos aparecem em pesquisas como a ?Tábua da Vida 2005? (realizada e divulgada pelo IBGE). Enquanto a média nacional registrada no mesmo ano chegou a 71,9 anos, representando um ganho de dois meses e 12 dias em relação a 2004, a média referente à população alagoana (66 anos) é a menor entre as 16 unidades federadas, incluindo outras nordestinas, que ainda estão com esperança de vida abaixo da média nacional. Como ser já não fosse preocupante e constrangedora a posição do Nordeste como a pior região brasileira no que diz respeito à esperança de vida ao nascer (apenas 66,8 anos). Os dados desse novo estudo do IBGE devem servir para provocar decisões direcionadas ao combate das conseqüências das diversas formas de tratamentos desiguais que continuam contemplando com mais recursos da União as regiões mais ricas e com maior poder de barganha. A exemplo do Sul do País, destacada como a região que tem o maior número de Estados com as melhores médias quanto à expectativa de vida. Eles, os novos dados, não deixam de ser resultados também das melhorias expressivas até nas áreas dá saúde, da educação, com a redução dos índices de problemas como o da mortalidade infantil, de analfabetismo e de tantos outros. E importantes para subsidiar projetos cada vez mais necessários. Com as pessoas vivendo mais, nas diversas classes sociais, os governantes terão de investir mais nos variados e complexos setores. Começando pela previdência social e a assistência à saúde.