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Opinião

Sauda��o ao amor

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| Arggeu Pessoa de Mello * Sigo andando por onde me levam os pensamentos. Faço viagens por onde possa encontrar, sorrindo, aqueles sonhos que sejam, para minha vida, o mais meigo do que nunca na contemplação do querer, com a ternura, graciosidade multiplicada em cada palavra de amor. É na demonstração do humano sentir das coisas, que o homem pode apresentar-se feliz. E eu me sinto em passeio de cada carícia do tempo, em cada verdadeiro motivo de olhar o que vale olhar e de ter o que prevalece ter. Por isto não tenho como tomar- me de receios diante dos que, devido ao fato de serem véspera de nada, costumam ver, pela falsa circunspeção de uma decência, o pretexto para não viver. Possa eu agora, no mundo de meus sonhos, atravessar o espaço, ir a cada gesto de minhas recordações, fazendo da ausência uma presença. É esta a minha recompensa de sonhador. É este o mistério gostoso dos devaneios. Certa vez, nas minhas andanças, uma jovem belíssima, vivacidade de alma que os seus olhos castanhos não ocultam, de coração pulsando pela fabulosa esperança de seus reflexos mais humanos, disse-me o que vai reproduzir: ? ?Homem, mistério insondável de contradigno e beleza,/ Com tua inteligência e vontade transformas a natureza/...na beleza fria/ das rosas dás o toque de calor,/ quando em sonho de amor/ oferece-as a quem amas,/ E em gesto de afeto humano/ enfeitas o que reclamas. / O barro, a árvore, o papel/ a natureza, o cosmo, o céu/ Aguardam de tua alma que cria,/ E de tuas mãos que moldam, o milagre do nascer de um mundo novo... E por essa mensagem de tão grande e sublime compreensão, por essa vida que decide de tantas razões, pela felicidade que não se torna equivoca na inspiração, que é bom a vida se embalar num movimento que acompanhe uma idéia e numa prece que reze, dos perfis de cada itinerário do mundo, o próprio homem em seus afetos ? Para que não haja, acabrunhada, a bonomia, é necessário desmentir o fingimento. Nessa jovem belíssima, em que cada palavra da mulher é um convite sincero à felicidade, que não franze os sobrolhos ao olhar a humanidade da vida, há uma maneira preciosa de definir o mundo que se revela cortes, e amável, no caráter do amor dos que se encontram no destino das riquezas emotivas. Nesse poema ela fez e me disse, naquilo que sua sensibilidade possui de mais encantada, e do mais atraente na compensação de sua felicidade, existe, o motivo de não resignar-se a sonhar e não vide o sonho. (*) É médico.

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