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Opinião

O Advento

| Dom José Carlos Melo, CM * O novo ano litúrgico de 2007 se inicia com o próximo tempo do Advento, que nos apresenta a vinda de Jesus como o Messias e o Salvador dos homens prometido pelo Pai. Nas Escrituras ele é muitas vezes anunciado e vivamente espe

Por | Edição do dia 03/12/2006 - Matéria atualizada em 03/12/2006 às 00h00

| Dom José Carlos Melo, CM * O novo ano litúrgico de 2007 se inicia com o próximo tempo do Advento, que nos apresenta a vinda de Jesus como o Messias e o Salvador dos homens prometido pelo Pai. Nas Escrituras ele é muitas vezes anunciado e vivamente esperado pelos profetas. Percebemos como é preparada e desejada a sua vinda e como é festejada a sua chegada que é motivo de alegria para todos os homens. Ao falar do Advento, ou da espera do Salvador, poderíamos considerar três aspectos que se relacionam e se ordenam mutuamente: O Natal Escatológico, o Natal Histórico e o Natal da Graça. O Natal Escatológico compreende a expectativa da vinda do Messias, no fim dos tempos, trazendo ao povo de Israel a salvação do Senhor, sustentada pelo anúncio dos profetas através dos tempos. A este respeito, dizia o profeta Isaías: “Da raiz de Jessé (pai de Davi) surgirá um rebento que governará as nações; nele esperam as nações” (Is 11,10). Também o profeta Malaquias afirmou: “Vou mandar meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá a seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos” (MT 3,1). Aqui está pois o primeiro sentido da vinda de Cristo que sustentou a esperança do povo de Deus durante séculos. O Natal Histórico nos conduz a pequenina cidade de Belém, que quer dizer casa do pão. Ela se tornou o grande cenário do nascimento do Salvador, preconizado pelo profeta Miquéias e reafirmado pelo evangelista Mateus: “E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe que apascentará Israel, o meu povo” (Mq 5, 1 e Mt 2, 6). Este acontecimento foi o ponto alto da história do povo de Deus e ao mesmo tempo colocou Cristo no centro da história e do universo. O Natal da Graça é a atualização e concretização para cada um de nós dos outros natais. Na verdade, dizia São Máximo, no século 7: “O Verbo de Deus nasceu segundo a carne uma vez por todas, mas pela sua bondade e condescendência para com os homens, quer nascer sempre espiritualmente naqueles que o desejam. Quer tornar-se criança, que vai se formando neles com o crescimento das virtudes; e manifesta-se na medida em que pode compreendê-lo quem o recebe”. O Advento, portanto, nos introduz no espírito do Natal que tem suas raízes na história do povo de Deus e nos ajuda a aprofundar e viver com entusiasmo o seu significado autêntico. (*) É administrador diocesano de Maceió.

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