Opinião
Sobre a viol�ncia - Editorial
A pesquisa Estatísticas do Registro Civil referente a 2005, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e cujos números acabam de ser divulgados, indica que a incidência de mortes por causas violentas permanece alta no País. Enquanto, por exemplo, em dez anos, a contar de 1990, a proporção de óbitos relacionados à violência na população masculina cresceu de 14,2% para 16,2%, no ano passado era de 15,5%. Pelo mesmo levantamento, só no Rio de Janeiro, a taxa de mortalidade entre as pessoas do sexo masculino, de 15 a 24 anos, alcançou 227,4 óbitos por 100 mil habitantes também em 2005. Diferentemente de São Paulo, que, ainda segundo o IBGE, em 2004 chegou a apresentar uma taxa de mortalidade na mesma faixa etária de 177 óbitos por 100 mil habitantes, reduziu esse valor em 22%, no ano de 2005, ficando em 138 óbitos por 100 mil habitantes. Alagoas não aparece no citado estudo do IBGE, ao lado do Espírito Santo, Pernambuco, Paraná e Mato Grosso do Sul, ? os Estados com a maior quantidade de jovens mortos por causas violentas, depois do Rio. Nem na lista onde quatro entes federativos ? Pará, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte ? apresentaram aumentos de cerca de 1% em média. Mas, bastam os registros dos vários tipos de delitos registrados, diariamente, pela imprensa, pelo menos na presente década, para termos a idéia do tamanho do desafio que a próxima administração estadual terá que enfrentar no tocante à criminalidade ? provavelmente o maior em toda a história do Estado ? tendo uma cada vez mais expressiva parcela de jovens como autores e vítimas. Sem falar nos problemas ligados às condições de trabalho e de combate à impunidade também na área da segurança pública, cujas causas e efeitos são amplamente conhecidos. Diante do atual quadro, pior não pode ficar a partir de 2007.