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Princ�pios de lideran�a

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| José Medeiros * Há uma historieta, que sob aparência de gracejo, contém uma grande verdade. Um dia, o presidente de uma grande empresa decidiu empregar uma nova secretária. Pediu a um psicólogo que o auxiliasse na sua escolha. Depois de muitos testes, de cem candidatas restavam apenas três. O especialista fez, as três, uma mesma pergunta: 2 e 2 quantos são? A primeira respondeu: 4. A segunda: podem ser 22. A terceira: podem ser 22 e podem ser 4. O psicólogo apresentou o diagnóstico, analisando as respostas. Explicou: a primeira deu uma resposta óbvia: 4. É um espírito simples, sem rodeios. A segunda é prudente, farejou uma cilada, pois a pergunta era demasiadamente fácil e simplória. Sua resposta foi inesperada: podem ser 22. A terceira é descrente, jogou em todas as opções: podem ser 22 e podem ser 4. Qual das três o senhor escolhe, presidente? Ele respondeu, sem pestanejar: a lourinha de olhos azuis. Os presentes se entreolharam, surpresos. O psicólogo concluiu: ela agiu seguindo suas fantasias, seus capricho e suas paixões; não levou em conta os interesses e objetivos da empresa. Não é uma liderança positiva. O exercício de liderança nas empresas é um dos temas mais discutidos na atualidade. A obra O Monge e o Executivo, de Jonas Hunter, é um convite à reflexão: estuda princípios que norteiam lideranças em todos os setores da atividade humana. Seguindo sua linha de pensamento, antigos métodos de comando e controle na base do grito e da ameaça são ineficientes e ultrapassados, principalmente, quando se lida com uma força de trabalho diversificada, formada por novas gerações cujas aspirações são bem diferentes das anteriores. Sustenta que liderar é inspirar e influenciar pessoas a fazerem a coisa certa, utilizando, para isso, a persuasão e o diálogo. As empresas que motivam seus funcionários fazendo com que eles passem a gostar do que fazem, conseguem um bom desempenho de suas atividades, capacidades e criatividade. Não sei se são adequados ao Brasil os estudos realizados pelo Instituto Gallup (EUA), que dizem: mais de dois terços das pessoas que pedem demissão do trabalho o fazem, como reação a seus chefes cansadas de incompreensões e de injustiças. São análises inovadoras nesse mundo do trabalho. (*) É médico e ex-secretário de Educação e de Saúde.

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