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Dados preocupantes - Editorial

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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) já indicava, no mês passado, através de uma pesquisa do seu escritório no Brasil, que os homens têm mais facilidade de colocação no mercado do que as mulheres. Apesar das taxas de ocupação das pessoas do sexo masculino terem apresentado, entre 1992 e 2005, uma redução de 8% entre negros e de 5,7% entre brancos, eles têm índices de ocupação (66,7% para brancos e 64,8% para negros) superiores aos das mulheres (43,9% para brancas e 40,1% para negras). O mesmo levantamento também mostrava as mulheres negras com menos acesso ao mercado brasileiro do que as brancas e ainda homens e mulheres negros como vítimas das enormes diferenças em relação aos valores dos salários. Estamos diante de uma questão que vem sendo mantida entre as maiores preocupações, inclusive de organismos internacionais, a exemplo da OIT, e de outras instituições. Incluindo as governamentais. E todas têm, com os números do Relatório Situação Mundial da Infância 2007, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgados ontem, novos elementos que podem e devem ser usados em propostas mais eficazes no combate às causas e efeitos das desigualdades que mais afetam as crianças. Sobretudo as brasileiras. Já tratamos deste tema neste mesmo espaço em várias oportunidades. Como boa parte das ações que venham a ser promovidas em benefício dos brasileiros que mais sofrem, em todas as faixas etárias, deve ter como alvo a população mais discriminada, como a feminina, com a promoção da igualdade de gênero, como defende o Unicef, destacando que mulheres saudáveis, instruídas e fortalecidas têm maior probabilidade de ter filhos e filhas saudáveis, educados e confiantes. Assim teremos alguma chance de avançar os diretos para que cheguem a todos.

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