Opinião
Mobilidade urbana - Editorial
São da maior importância as discussões sobre a questão da mobilidade urbana, que acontecem em Brasília, desde o início da semana, por iniciativa do governo federal por meio do Ministério das Cidades, tendo como temas principais os problemas dos meios de transporte, do trânsito, dos espaços para pedestres e ciclistas nas ruas. E principalmente os obstáculos que impedem o deslocamento de portadores de deficiência e idosos. Oportunidades de debates como esta não podem ser desperdiçadas. Sobretudo quando eles dizem respeito aos direitos humanos, que ainda precisam ser amplamente propagados e defendidos. O conceito de acessibilidade universal necessitada de uma maior e efetiva conscientização dos mais diversos segmentos da sociedade. Desde as associações comunitárias, que devem lutar pelas soluções ideais, às casas legislativas, cujo envolvimento é imprescindível para o aperfeiçoamento e elaboração das leis, aos governos, responsáveis pela liberação dos recursos financeiros e materiais e a execução das ações. Incluindo as famílias e as escolas. Sem esquecer a participação de inúmeras instituições ligadas aos demais poderes constituídos e da sociedade organizada. De acordo com o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 24,5 milhões de brasileiros, ou 14,5% da população, têm algum tipo de deficiência. A maior parte está no Nordeste (16,8%) e a menor, no Sudeste (13,1%). São, com a maioria dos idosos, seres humanos necessitados de mais respeito e melhores condições de vida, de políticas públicas de inclusão social. Como ficou mais do que provado na 1ª Conferência Nacional das Pessoas Portadoras de Deficiência, realizada no mês de maio deste ano, em Brasília, quando o decreto que trata do acesso amplo e democrático, de forma segura, socialmente inclusiva e sustentável nas cidades, já era o tema mais discutido.