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Opinião

Jorge de Lima - a casa e o centro cultural

| Benedito Ramos * Finalmente a Casa de Jorge de Lima será restaurada. Foi caminho longo até o BNDES aprovar os recursos. Espera. Ansiedade. “Marcando sob pressão”, como dizia, o próprio dr. Ib Gatto, cada jogador, dos três times: Iphan, Minc e BNDES. Al

Por | Edição do dia 13/12/2006 - Matéria atualizada em 13/12/2006 às 00h00

| Benedito Ramos * Finalmente a Casa de Jorge de Lima será restaurada. Foi caminho longo até o BNDES aprovar os recursos. Espera. Ansiedade. “Marcando sob pressão”, como dizia, o próprio dr. Ib Gatto, cada jogador, dos três times: Iphan, Minc e BNDES. Alagoas foi quem saiu ganhando nesta partida, com o segundo maior valor patrocinado para restauração de um patrimônio cultural no Brasil. A relação dos demais impressiona pelo status: todos tombados nacionalmente. Mas se esta aprovação já não bastasse para dar sentido a todo este esforço. Imagine receber a notícia de Brasília de que o Minc aprovou também o projeto do Centro Cultural. É emoção demais para o coração longevo do presidente da Academia Alagoana de Letras. Ele quase vai às lágrimas ao relatar a notícia dada por Oséias Cardoso: – Esta ninguém ainda sabe! Só nós dois. Aconteceu exatamente o que ele tanto esperava. O financiamento mais a Lei Rouanet resultam em duas obras simultâneas: a Casa de Jorge de Lima e o Centro Cultural. E tudo parece recomeçar novamente, com a mesma ordem, na mente ágil e incansável do velho mestre, ainda mais obstinado: – Precisamos correr agora com o edital. É como se esta celeridade particular do dr. Ib, não correspondesse ao ritmo da Academia Alagoana de Letras. Custa a acreditar que o projeto vingou. E quando no meio do burburinho, explode a voz metálica do chefe da casa, o silêncio, mesmo por um momento, invade cada canto da sala de reunião: – O BNDES aprovou o projeto! Galardoa-nos ancho, igual criança, contando do seu presente. E antes mesmo da casa ficar pronta, já recebemos a primeira doação: a biblioteca de Heliônia Ceres de Melo e Mota. A autora de Rosália das Visões, cadeira nº 12 da Academia, deixou na literatura alagoana, uma lacuna imensa com sua morte. Seu esposo Geraldo Mota ficou emocionado quando confirmou a doação. Por enquanto, os livros estão encaixados e guardados numa sala do Palácio do Comércio até a nova biblioteca ficar pronta. Mais outra doação já foi confirmada pelo, também acadêmico Gilberto de Macedo. A idéia é homenagear cada doador com foto e dados biográficos. O próximo passo é buscar com a comunidade, sobretudo os familiares do poeta alagoano, acervo para possibilitar a criação de um memorial. Vamos precisar de fotografias, recortes, lembranças e tudo enfim que possa dar vida ao ambiente. Depois, é pensar na sobrevivência do lugar e no imenso serviço que deverá prestar a comunidade alagoana. (*) É escritor e historiador ([email protected]).

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