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Mata Atl�ntica - Editorial

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Na lista das notícias mais preocupantes, que divulgamos na edição de ontem, destacamos uma relacionada ao meio ambiente. O adjetivo é justificável por vários aspectos. Ou não preocupa a informação, sobretudo quando a sua fonte é confiável, como o levantamento feito pela organização não-governamental SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INEP), de que a nossa Mata Atlântica, a segunda maior floresta tropical úmida do Brasil, tem menos de 7% de remanescentes em todo o País? Dados divulgados pelo IBGE em maio do ano passado, de uma pesquisa realizada ainda em 2002, já revelavam que, embora as queimadas e desmatamentos sejam mais freqüentes no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, elas passaram a atingir todos os Estados. Nessa ocasião, foram destacados também os fatos de que entre os municípios que apontaram estes problemas, apenas um terço tomou providências para tentar combatê-los e de somente 10% deles receberam dos governos estaduais a gestão dos recursos florestais. E mais: as prefeituras de todas as unidades da federação informarem a ocorrência destes dois tipos de agressão ao meio ambiente e a maioria (81%) possui órgão ambiental específico. A luta em defesa dos recursos naturais, especialmente em relação à flora, deve ser permanente e a mais abrangente possível neste País que detém cerca de 20% da biodiversidade do planeta, com uma conscientização fundamentada nas advertências de organismos nacionais e internacionais e nas conclusões de estudos como o desenvolvido pelo IBGE, ressaltando os danos causados por tudo isso. Como dizem os ambientalistas, a natureza não pode continuar sendo tratada a ferro e a fogo. É preciso que o tratamento leve em conta que isso significa também a manutenção de nossas vidas ? antes e acima de tudo.

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