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Her�is do improviso - Editorial

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Encarregado de socorrer a população, o Corpo de Bombeiros pede socorro, confirmando as precárias condições de operação da segurança pública em Alagoas. Corporação de primeira necessidade, o Corpo de Bombeiros é parte integrante, e essencial, da máquina de segurança pública (o combate aos bandidos não é a única atribuição dessa área de trabalho do Estado). Há muito tempo os bombeiros reclamam das condições de trabalho em Alagoas. Em tempo de virada de governo, é bom os novos gestores proporem-se a desatolar também esta corporação. Houve tempo em que a situação era bem mais precária, isto é verade ? mas não pode servir como desculpa para a não-resolução de problemas vitais para o correto funcionamento deste destacamento militar responsável direto pelo salvamento de vidas e do patrimônio (público e privado). Pode-se comprovar a veracidade desta situação de penúria pelo simples acompanhamento do noticiário ao longo dos últimos anos, onde são repetidas reclamações, denúncias, protestos em grande número (e quantidade bem menor, uma ou outra medida positiva) em todos os veículos de mídia de Alagoas. E, infelizmente, folheando o noticiário do passado recente, encontram-se casos como o do incêndio do Cheiro da Terra, sinistro no qual o esforço dos bombeiros foi acrescido pela inacreditável tarefa de arranjar ?água emprestada? de caminhões-pipas privados. Ressalte-se, em todo esse imbróglio, o elogiável trabalho dos integrantes do Corpo de Bombeiros. Homens e mulheres dedicados a uma missão ? ou melhor, a duas missões: a de salvar vidas e salvaguardar o patrimônio ameaçado por sinistros e, além disso, garantir a superação cotidiana das dificuldades materiais para a execução de seu trabalho. Essa segunda tarefa precisa ser tirada, e já, dos ombros dessa corporação.

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