Opinião
Dia de presentear - Editorial
Véspera de Natal é dia tradicionalmente reservado para a distribuição de presentes. Qual o presente que Alagoas receberá hoje? Naturalmente, o sentido do hoje é figurado, mas que Alagoas espera (e merece) seu dia de receber presentes, isso é algo literal. Naturalmente, Alagoas não almeja benesses e o sentido do presente que o Estado merece é nada mais nada menos que o justo, o apropriado para começar a resolver seus problemas de desenvolvimento, de geração de emprego e renda e de Paz. Em verdade, tais anseios são simplesmente direitos. Direitos elementares, mas tão longínquos que nos últimos tempos o cidadão comum os confunde com dádivas, ou sonhos etéreos. Desenvolvimento, geração de emprego e renda e Paz (aqui traduzida como anseio por um mínimo de segurança pública) são esperanças dos alagoanos. Reforçam essas esperanças as promessas dos novos governantes, eleitos neste ano e que serão empossados no primeiro dia do próximo ano. Promessas não são presentes, são compromissos. E como tais devem ser cobrados. Assim o prometido pelas autoridades eleitas nesses dias de troca de presentes deve ser entendido como propostas a serem cumpridas. Alagoas, neste Natal de 2006, está repleta de necessidades. Precisa de uma revigoração nas finanças públicas, precisa reduzir suas disparidades salariais e sociais, necessita de oxigenar sua economia, ampliando as oportunidades para que novas empresas possam aqui se instalar; precisa de tranqüilidade e conseqüente combate às quadrilhas que infestam o Estado, etc. Se presentes fossem, esses pedidos poderiam, hoje, ser endereçados a Papai Noel. Como são direitos irrealizados, tais reivindicações devem ser endereçadas ao novo governo. Na véspera de Natal, a esperança de atendimento é sempre maior. Assim seja.