loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
segunda-feira, 27/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A educa��o � o futuro

Ouvir
Compartilhar

| Jenner Bastos * Pelo menos há 74 anos, diagnostica-se no Brasil que a Educação é a prioridade nacional. É o que o Manifesto dos Educadores da Escola Nova em 1932 explicita logo nos dois primeiros parágrafos. Dentre todos os problemas nacionais nenhum outro sobreleva a educação em importância, pois não se pode construir uma nação sem um sistema educacional sólido que a proveja de quadros qualificados necessários ao seu desenvolvimento. Em linguagem mais atualizada dir-se-ia que a educação é o fator mais importante a agregar valor ao desenvolvimento. Não se conhece nação próspera que não tenha elevado a educação ao estatuto de imprescindibilidade para o seu próprio desenvolvimento. Não há um só setor da vida civil (comércio, indústria, arte, ciência, tecnologia, turismo, esportes, etc.) que não se beneficie sobremaneira de um sistema educacional eficiente e robusto. Além disso, nada inclui mais pessoas para uma vida minimamente digna que a educação. Anísio Teixeira criticou no passado a infantil falta de ambição e miopia que reduzia o nosso sistema educacional à mera alfabetização, ao treinamento, senão adestramento mesmo, nas quatro operações fundamentais, e de algum treinamento tacanho e imediato em artes e ofícios. São necessárias universidades voltadas para a pesquisa, para o ensino aprofundado e para a extensão. É necessário pesquisa e inovação para prover quadros capazes de atender em profusão as demandas dos ensinos médio e fundamental e, ademais, que esses sejam universalizados. Todos os níveis da educação no Brasil devem ser priorizados e é necessário superar a miopia que concebe a educação em compartimentos fragmentados e estanques. Não é admissível para um País de grandes potencialidades como o nosso que para cada 4 alfabetizados formalmente (aqueles que simplesmente lêem e escrevem precariamente) apenas um o seja funcionalmente alfabetizado, ou seja, capaz de compreender um texto curto e claro que tenha lido. A persistir esta vergonhosa situação, não haverá futuro possível de grandeza para nós. Em Alagoas a situação é inacreditavelmente perversa. É necessário dar especial atenção aos ensinos das ciências naturais, da matemática e enfatizar também as humanidades. O déficit de professores de ciências se aprofunda em Alagoas e compromete perigosamente o seu futuro. Nenhum argumento de superávit primário e de pagamento a qualquer custo de dívidas pactuadas pode justificar tamanha perversidade. Em nome de um pacto federativo saudável e da racionalidade é necessário rever esse pacto atual que nos engessa e compromete o futuro. (*) É doutor em Física e professor da Ufal.

Relacionadas