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Opinião

O ano-novo

| Dom Edvaldo G.Amaral * Começa um novo ano. Novas esperanças, novos projetos, novas expectativas e, quem sabe, talvez novas desilusões e novos desapontamentos. Mas, quando dizemos 2007 estamos, mesmo os agnósticos e descrentes, fazendo implícita profiss

Por | Edição do dia 30/12/2006 - Matéria atualizada em 30/12/2006 às 00h00

| Dom Edvaldo G.Amaral * Começa um novo ano. Novas esperanças, novos projetos, novas expectativas e, quem sabe, talvez novas desilusões e novos desapontamentos. Mas, quando dizemos 2007 estamos, mesmo os agnósticos e descrentes, fazendo implícita profissão de fé em Jesus de Nazaré. Mesmo que os especialistas nos advirtam que Jesus nasceu “provavelmente” – ainda é o sempre “provável” das pesquisas históricas – nos anos 5 ou 6, antes da era cristã, ainda assim, no entender da civilização daquilo que se chama o Ocidente cristão, 2007 significam 2007 anos do nascimento de Cristo. Portanto, ao dizermos 2007 em qualquer momento, estamos fazendo um ato de fé implícita no nascimento de Jesus, que nasceu em Belém de Judá, há talvez dois mil e sete anos atrás. Em culturas alheias às origens cristãs, como por exemplo, no Japão, mesmo de hoje, nos documentos de âmbito interno, diz-se ano 15 ou 16 (já não sei bem) do Imperador. Mas, se Jesus é essa referência para nossa cultura, Ele, como nos atesta a Palavra sagrada, é o mesmo, ontem, hoje e pelos séculos. Ele dividiu a história dos homens “antes Dele e depois Dele”. Nele, colocamos toda nossa esperança. E confiamos que, neste novo ano, seguindo seus ensinamentos, teremos um ano de paz, de harmonia e felicidade entre os homens. Confiamos nele, único “caminho, verdade e vida”. Este é o sentido da celebração do Dia Mundial da Paz em 1º de janeiro, quando o santo padre, o Papa, desde o pontificado de Paulo VI, dirige a todos os governantes, a todos os homens responsáveis pelos destinos das nações, uma mensagem de paz. A paz é possível, têm dito os últimos sumos pontífices, a paz depende do diálogo, a paz é fruto da justiça, a paz exige o perdão (mesmo entre as nações), a paz começa na família. Em conclusão, a paz está em Jesus Cristo, o Verbo Eterno do Pai, que nasceu no tempo, que se fez um de nós, que “levantou sua tenda entre os homens”. A 29 de novembro último, Bento XVI em Éfeso, durante sua recente viagem à Turquia, dizia: “Daqui de Éfeso, cidade abençoada pela presença de Maria Santíssima, elevamos ao Senhor uma especial oração pela paz entre os povos”. Depois acrescentou: “Invocamos a paz e a reconciliação para a terra, que chamamos santa. Paz para a humanidade inteira!” Ao bispo de Verdun, por ocasião do 90º aniversário da batalha de Verdun, entre a França e a Alemanha, o Papa alemão recordou: “Verdun é um símbolo da reconciliação de duas nações européias outrora inimigas, para lembrar a todos que só a reconciliação e o perdão recíprocos podem conduzir a uma paz autêntica”. (*) É arcebispo emérito de Maceió.

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