Opinião
Ano envelhecido - Editorial
Ano ainda novo, 2007 nasceu sob graves preocupações. Aqui e alhures, as notícias ruins teimam em prevalecer sobre as boas. No mundo, a paz parece cada vez mais longe e as áreas de conflito seguem aumentando. Sintomaticamente, a forca que encerrou a vida de Saddam Hussein deixou a nítida impressão de um mundo asfixiado pela vingança, pela justiça de faz-de-conta. No momento aonde ainda paira no ar o espírito natalino, o Oriente Médio, terra natal de Jesus, se reafirma como área da violência, da injustiça, da morte ? exatamente o antônimo da palavra de Cristo. No Brasil, os resultados das urnas e os discursos dos vitoriosos não deixam transparecer mudanças significativas à vista. O que significa a continuidade dos graves problemas que vem castigando nosso País. Desemprego, baixo índice de crescimento econômico parece que continuarão a ser ?combatidos? por programas assistencialistas como os ?bolsas-alguma-coisa? e ?Fome Zero?. Infelizmente, pouco ? ou nada ? é encaminhado no sentido de sacudir a economia brasileira, possibilitando um aumento significativo na oferta de empregos produtivos e na geração de renda. E sobre a guerra, o terror provocado pelo crime organizado? O que as autoridades empossadas ontem estão planejando? Uma ofensiva de palavras? Em Alagoas, as coisas também não parecem muito alvissareiras. Apesar dos polidos discursos de transmissão de cargos e anteriores rusgas entre a equipe de transição e o governo que encerrava o mandato, muitos problemas estão a arder sem fazer fumaça, como o popular ?fogo de monturo?. 2007 não se apresenta com o brilho almejado. Surgindo opaco, o ano-novo precisa ter seus problemas enfrentados sem mais delongas. Precisamos apostar nas nossas esperanças e tratar de trabalhar, desde já, para viabilizá-las, superando os obstáculos.