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Opinião

Os novos mandat�rios

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| Lysette Lyra * Dois mil e sete! Temos novos governos em diversos Estados, o mesmo presidente e alguns poucos políticos iniciantes na legislação do País. Um certo número sobreviveu aos vergonhosos acontecimentos que tanto mal causaram à nação, graças à irresponsabilidade de colegas que, por obscenas maracutaias, votaram contra a cassação devida aos mesmos. O povo, esse é facilmente enganado, bastam alguns trocados. Ignorante em grande maioria, nunca sabe discernir o que será bom para ele. A única esperança que nos resta é a de que o susto, ante a ameaça de perder os direitos políticos, os faça corrigir suas impatrióticas atitudes no futuro e que uma centelha de responsabilidade se acenda em sua sensibilidade. Tanto dinheiro desviado seria capaz de melhorar bastante os serviços públicos que atendem à gente necessitada! Traria a paz ao nosso País, tão conturbado por desordeiros. Muitas promessas, enfáticas, foram feitas, em seus discursos, por todos os empossados, aplaudidas de pé pelos ouvintes. Esperamos que, com o decorrer dos tempos, a ambição e o desrespeito humano não os façam esquecê-las, como sempre tem acontecido. Que a demagogia não tenha sido o entusiasmo criador de suas falas, mas que a sinceridade haja inspirado a tônica de suas palavras. Empregos necessitam ser criados pela instituição de investimentos. O povo não deve ser viciado por esmolas, mas sim incentivado a conquistar o bem estar através do trabalho. Esse é o caminho salutar, engradecedor e definitivo das nações. A democracia é a mais verdadeira e justa das formas de governo, mas tem que ser exercida com responsabilidade e eqüidade. Seriamente, e não desvirtuada em benefício de alguns. Esperamos que os grupos insurgentes tenham um lícito destino, e não continuem perturbando o sossego daqueles que obtêm seus bens por meio da luta cotidiana. Se existem injustiças, que sejam corrigidas com critério e honestidade. Que a violência seja tratada com energia. É um direito de todo cidadão brasileiro, que paga duros impostos, poder sair e voltar para casa em tranqüilidade. Não precisar fazer do lar uma prisão, e do carro um veículo blindado para se defender dos malfeitores que andam soltos pelas ruas, ante a fraqueza da justiça e cumplicidade de alguns policiais. Almejamos que nossos governantes sejam bastante competentes para transformar este país tão belo, tão rico, mas de gente tão necessitada de educação, de saúde, de esperanças, numa nação modelar e feliz. (*) É escritora.

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