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Caos e bom senso - Editorial

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Anteontem, a Prefeitura de Maceió anunciou suas prioridades em termos de obras viárias. E afirmou que escolheu a área mais crítica do trânsito na capital. A dúvida é: será possível identificar qual o ?nó? principal? Insofismavelmente, Maceió está repleta de áreas mais críticas. Quando da justificativa da Prefeitura, mais dois outros pontos de estrangulamento foram citados. E permance a dúvida: o caos anunciado em Mangabeiras é pior que que o caos anunciado para o Farol? É muito difícil apostar qual a área mais caótica. Todo o estragulamento do trânsito em Maceió (de resto, na maioria dos lugares do mundo) é um produto do descaso para com o planejamento. E não basta acusar a falta de Plano Diretor, afinal o bom senso nunca foi proibido. Em Maceió, ao longo das décadas, faltou bom senso, faltou uma via de articulação entre uma gestão municipal e outra; e sobrou oportunismo imobiliário. Hoje se discute onde a perspectiva é mais caótica e onde sobrou uma nesga de terreno vago, ou construção de menor porte, para ali se ganhar algum espaço para obras urbanas. Tempo houve, há cerca de 20 anos, em Mangabeiras, no exato local onde hoje se quebra a cabeça para encontrar um naco de terra para pagar uma indenização menor, que proprietários de vastos sítios batiam às portas da Prefeitura propondo doar parte de seus terrenos para a construção de avenidas (com a esperança de valorização de glebas então quase esquecidas pelo progresso). Naqueles tempos, as propostas provocavam risos. Ainda agora, várias áreas de Maceió ainda possibilitam desapropriações menos vultosas, capazes de ? a custo razoável ? proporcionar a abertura de vias de escoamento às áreas mais caóticas. Com uma boa dose de bom senso e um mínimo de planejamento, evitar-se-á, amanhã, dramas como os vividos hoje pela Prefeitura.

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