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Uma nova Sudene - Editorial

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Significativa notícia destes primeiros dias do ano novo é, sem dúvida, a sanção pelo presidente Lula (e a conseqüente publicação) das leis que recriam a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), extintas em 2001. A nação inteira aposta na melhoria da realidade social e econômica do País e, principalmente, dos Estados das regiões Norte e Nordeste, com a política de desenvolvimento sustentável prevista com a reestruturação das duas autarquias. A população alagoana tem motivos de sobra para renovar suas esperanças de dias melhores, e desejar o Estado seja contemplado com recursos necessários para a construção do verdadeiro progresso nas diversas áreas. Progresso esse fundamental para a reversão dos lastimáveis indicadores em setores essenciais como os da saúde, educação. No mesmo ano da extinção da Sudene, o economista Celso Furtado (seu idealizador e primeiro superintendente nos Anos JK) definia o citado órgão desenvolvimentista como uma grande conquista política do Nordeste. E afirmava que a sua importância cresce em face dos problemas criados pela globalização econômica que ameaça a soberania nacional. Certamente, tiveram o mesmo entendimento todos que foram contra a sua extinção e lutaram pela sua devida reorganização. Tema de promessa de Lula e de outros candidatos, nas duas últimas campanhas para a Presidência da República, a recriação da Sudene finalmente é conquistada. Restam a regulamentação da lei e mais algumas definições, designação dos dirigentes e formação do quadro de recursos humanos, etc. Tomara que a nova Sudene não seja uma instituição meramente burocrática, como tantas outras, mas um instrumento efetivamente voltado para o planejamento e a prosperidade do Nordeste.

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