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Opinião

Para�so dos t�neis - Editorial

Novamente é notícia a fuga de presos, sem aparente dificuldade, do presídio de “segurança máxima” da capital alagoana. Mais uma vez, um túnel é apontado como o meio de fuga. Como das outras vezes, voltamos a criticar tal disparate: como a sociedade pod

Por | Edição do dia 10/01/2007 - Matéria atualizada em 10/01/2007 às 00h00

Novamente é notícia a fuga de presos, sem aparente dificuldade, do presídio de “segurança máxima” da capital alagoana. Mais uma vez, um túnel é apontado como o meio de fuga. Como das outras vezes, voltamos a criticar tal disparate: como a sociedade pode aceitar ser intitulado de “segurança máxima” um presídio de onde é máxima a facilidade de se escavar túneis? Não seria o Baldomero Cavalcanti a primeira estação de metrô de Maceió? Neste caso, estamos diante da única estação e metrô do mundo que oferece apenas uma opção: saída. É inconcebível que depois de tantos túneis o subsolo daquela instituição prisional continue a ser tão permeável, tão dócil, tão conspurcável. Sem dúvida, falta alguma explicação para tais facilidades. Sem dúvida existem mais coisas, do que possa supor nossa vã filosofia, entre o solo e o subsolo daquela prisão. Enquanto os túneis vão sendo escavados, além da certeza da insegurança da população alagoana, outra certeza causa revolta: a facilidade das fugas evidencia que algo de errado aconteceu com as fartas verbas disponibilizadas para a construção da citada prisão de “máxima” segurança. E entre uma fuga e outra, ninguém presta contas do porquê uma cadeia tão frágil teria consumido tantos recursos. Ninguém também esclarece o que se estaria fazendo para reduzir a insegurança máxima de tais instalações. Nesse interregno, os cavadores de túneis não param. Cortam o solo como se usassem faca na manteiga. E depois de cada fuga, quais os resultados efetivos das caçadas aos fugitivos? E cadê as listas dos evadidos? E cadê a relação dos recapturados? É tal o descalabro que essas fugas parecem provocações. Insultam-se as autoridades e a toda população. Até quando os insultados ficarão de cabeça baixa?

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