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Para sair do “atoleiro”

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| Luiz Barroso Filho * Nestes tempos de retrospectivas e de previsões, eis que se inicia mais um período governamental no Brasil, que nos próximos quatro anos deverá passar por mudanças importantes, já que os 27 Estados estão com novos comandos, apesar de a maioria enfrentar enormes dificuldades de gerenciamento. E são dispensáveis as previsões dos místicos e esotéricos, para que se chegue a essa conclusão. No caso de Alagoas, cujos indicadores sociais tradicionalmente são péssimos, o governador Teotonio Vilela Filho, mesmo antes de assumir, andou dizendo que o Estado está no ?atoleiro?. De fato, a situação é preocupante e a declaração procedente, mas também é verdade que Alagoas apresenta um potencial muito bom, com amplas possibilidades de desenvolvimento em alguns setores. O turístico é um deles, conforme observou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em recente entrevista à Gazeta de Alagoas: ?O Estado tem oportunidades imensas. Só que essas oportunidades nunca foram totalmente exploradas. A começar pelo turismo. Agora como ter turismo se não tem segurança, se não há saneamento, se não há respeito à lei? Então é preciso criar condições para isso?. Nesse contexto, além das praias, Alagoas dispõe de vários atrativos que precisam ser mais explorados, como por exemplo, a cultura popular (culinária, artesanato, folguedos e danças típicas). Esses produtos bem aproveitados, contribuirão para impulsionar a ?indústria sem chaminés?, em Alagoas, gerando mais emprego e renda. A propósito de cultura popular, considerando que o governador Téo Vilela é de Viçosa (cidade pólo do folclore alagoano) e integrante de uma família que contribuiu significativamente para divulgar e preservar o nosso rico populário, principalmente por intermédio de Théo Brandão e Aloísio Vilela, criadores da célebre ?Escola de Viçosa?, espera-se que ele dispense uma atenção especial a esse segmento tão discriminado e que já não conta com a atuação de muitas de suas manifestações autênticas. Como se sabe, administrar e tentar soerguer um Estado como o nosso, cheio de problemas, não é tarefa fácil, mas o governador e seu secretariado sabem disso e certamente com muito trabalho, até 2010, conseguirão implementar ações modificadoras do atual quadro. No entanto, para ajudá-lo a sair do ?atoleiro?, o apoio da Assembléia Legislativa é fundamental, bem como, é indispensável o esforço dos senadores e dos deputados federais, em Brasília. (*) É advogado, membro da Comissão Alagoana de Folclore e da Academia Maceioense de Letras.

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