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Opinião

A sa�de do brasileiro est� um caos

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| Milton Hênio * Todos os dias estamos vendo pela televisão o drama do brasileiro em busca de atendimento médico. Do brasileiro que depende do SUS, criança ou velho. E são milhões. Hospitais sucateados, quase falidos, recebem com grande atraso, por esse Brasil afora, o dinheiro que têm direito e, dessa forma, não podem oferecer aos aflitos e doentes que lhes procuram, um atendimento condigno. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, ?Saúde é um estado de bem estar físico e mental?. Considerando este aspecto, o Brasil é um País doente; aliás, muito doente. Portanto, a população brasileira está muito longe da definição da OMS e, desta forma, muito distanciada da saúde. Há poucos dias o meu estimado colega e amigo Humberto Gomes de Melo, provedor da Santa Casa de Misericórdia e dirigente da Associação dos Hospitais em Alagoas, em entrevista comigo na Rádio Gazeta, mostrava sua preocupação com a situação da saúde em nosso Estado. Na União Soviética, por exemplo, com todas as dificuldades que aquele país tem passado, a manutenção dos serviços de saúde é sagrada e uma obrigação do Estado. Desde a revolução de 1917, os serviços médicos são considerados como essenciais. A grande maioria da população brasileira ? cerca de 80% ? é filiada ao SUS e é por ele assistida. O SUS, desde sua criação em 1990, até hoje, não conseguiu ainda atingir seus objetivos, apesar de já ter avançado bastante com a descentralização, a municipalização, o aperfeiçoamento da gestão e as mudanças no financiamento. A medicina como ciência e arte, deve ser exercida para o bem de todos e não de uma minoria. Infelizmente no Brasil, de uns tempos para cá, a situação ficou caótica: filas enormes na porta dos grandes hospitais, médicos e demais profissionais da saúde com vencimentos vergonhosos, hospitais sucateados, fraudes, greves, insatisfação geral. A população sofre. Cabe ao médico o privilégio de exercer a sua profissão a serviço da humanidade. O importante é que não lhe faltem os meios de assim fazê-lo. A situação social no Brasil não é apenas injusta, é verdadeiramente perversa. Considerando o homem como a base da sociedade, tudo que se fizer para que ele tenha condições de desempenhar seu papel nesta sociedade, é o mínimo que se lhe pode dar. O governo precisa com urgência estabelecer uma política de saúde, pois, o modelo atual não atende as necessidades da população. (*) É médico ([email protected])

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