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Auschwitz e Birkenau

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| Lysette Lyra * Foram os famosos campos de concentração nazistas, palcos do maior genocídio jamais praticado na história da humanidade. Começaram em 1940 como prisão para políticos poloneses, ciganos, russos e membros de outras nacionalidades. Em 1942, Hitler, irritado com a presença de judeus bem sucedidos na Europa, resolveu exterminá-los completamente do continente e, logicamente, apossar-se de seus bens. Iniciou-se, então, a série de atrocidades cometidas nessas prisões que se tornaram de largas proporções, munidas de edifícios feitos de tijolos crus. No conjunto, perfaziam 3 campos principais. Os blocos eram determinados para a direção do presídio, alojamentos, torturas, câmaras de gás, crematórios e experiências científicas. 1.500.000 pessoas, na sua maioria judias, foram mortas nesses lugares. Pereciam, também, de frio, de doenças, de fome, de sede e maltratos. Os campos eram administrados por Heinrich Himmilers da SS e comandados, até 1943, por Rudolf Hoess, também da SS. São mantidos para que nunca sejam esquecidas as atrocidades cometidas contra a humanidade e para servir de exemplo às novas gerações nascidas no pós-guerra. É mostrado um filme, contando a vida dentro dessa cruel prisão, a qual conhecíamos através de reportagens, mas agora estávamos confrontando essa barbaridade. Milhares de jovens são levados a avaliar essa cidade da morte, para que tomem consciência do que um governo de fanáticos e psicopatas é capaz de fazer. Visitamos o museu criado para guardar as tristes lembranças de Auschwitz: montes de cabelos, de calçados, de latas do veneno usado nas câmaras de gás, de dentaduras, muitos cartazes contando episódios comovedores da realidade dentro dessa prisão. Cerca de 700 prisioneiros tentaram escapar dos campos, mas somente 300 tiveram sucesso. Os outros foram capturados e executados. Quando acontecia as fugas, a família do aprisionado era trazida para Auschwitz e torturada, ou a SS matava 10 dos encarcerados, para desencorajar outros a tentarem fugir. A maioria dos judeus: homens, mulheres e crianças eram embarcados nos trens, diretamente dos guetos para as câmaras de gás de Birkenau. No final da guerra, para apagar os rastros dos crimes, a SS começou a destruir os crematórios, as câmaras de gás e outros pavilhões que serviriam como testemunhos de suas atrocidades. Em janeiro de 1945, os russos soltaram cerca de 700 mil pessoas que ainda se encontravam encarceradas. (*) É escritora.

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