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Opinião

Valoriza��o do professor

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| José Bartolomeu Barros * A adoção da isonomia para os professores da rede pública estadual, a partir de outubro último foi uma medida que, na minha opinião, valoriza o trabalho daqueles que se dedicam à educação e finalmente sentem-se tratados como os demais funcionários públicos do Estado. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96) preconiza a exigência da licenciatura plena para todos os que lidam com a educação infantil e básica (ensino fundamental e médio), assim como a aprovação recente do FUNDEB pelo Congresso Nacional, que assegura os recursos necessários para implantação de um piso salarial a nível nacional, tornam possível a valorização do educador que não mais será obrigado a viver com salários vergonhosos, às vezes, abaixo do mínimo, como acontece em algumas prefeituras. A sociedade brasileira, sobretudo os nossos políticos, ainda não se deram conta que o desenvolvimento de uma nação não é possível sem educação. Os exemplos da China e da Índia, assim como dos tigres asiáticos mostram claramente como investimentos maciços em educação resultam em desenvolvimento continuado e crescente. O Brasil, como País emergente, com abundância de recursos naturais, não consegue apresentar taxas de crescimento correspondente ao seu potencial e isso resulta da pouca atenção dada à educação ao longo de sua história. O ano de 2007 era a data limite para que todos os professores do País estivessem dotados da licenciatura plena requerida pela LDB 9394/96. Dez anos se foram e quase nada foi feito no sentido de dar a inúmeros professores leigos ou com cursos médios de magistério o que a Lei exige, a saber, licenciatura plena para todos os professores. Sentimo-nos felizes em dar continuidade ao ideal de levar educação aos alagoanos, que alimentou o grande educador de Alagoas, Padre Teófanes Augusto de Barros, desde o Colégio Guido, hoje, Faculdade de Educação e Comunicação, até a campanha das escolas gratuitas passando pela Faculdade de Filosofia no prédio Teófilo de Barros, que na década de setenta plantou a semente da FEJAL, Fundação Educacional Jayme de Altavila com nove cursos, sendo cinco destes voltados para a educação na FAFima, depois Cise, hoje Fecom, com os cursos de Pedagogia, História, Biologia, Matemática e Letras todos estes com licenciatura plena para formação de professores e os cursos de comunicação social ? bacharelado em jornalismo e em publicidade e propaganda. (*) É diretor da Fecom do Cesmac.

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